Taxas de DI caem após pesquisa mostrar empate técnico na disputa presidencial
As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) fecharam a segunda-feira em baixa, refletindo os impactos de uma nova pesquisa eleitoral que apontou empate técnico na disputa presidencial. Segundo levantamento BTG/Nexus divulgado no início do dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 47% das intenções de voto no segundo turno, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) marca 44%. Com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ambos estão tecnicamente empatados. Na pesquisa anterior, os percentuais eram de 49% e 43%, respectivamente, indicando queda de 2 pontos para Lula.
No mercado, a redução nas intenções de voto do presidente foi notada por operadores. Um deles, ouvido pela Reuters, destacou a queda de Lula na pesquisa como fator relevante. No ambiente financeiro, a possível derrota de Lula é vista como um fator favorável ao equilíbrio das contas públicas.
As quedas nas taxas foram acompanhadas por dados fiscais divulgados pelo Tesouro. O governo central registrou déficit primário de R$ 53,257 bilhões em maio, ampliação significativa em relação aos R$ 40,249 bilhões de rombo no mesmo mês do ano anterior. O dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, alinhou-se às expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam um déficit de aproximadamente R$ 53 bilhões para o período.
No encerramento da segunda-feira, a taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 14,095%, redução de 6 pontos-base ante o ajuste anterior de 14,159%. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,27%, em queda de 6 pontos-base ante o ajuste de 14,334%. A liquidez no mercado despencou durante a partida entre Brasil e Japão pela Copa do Mundo, realizada no fim da tarde, que terminou com vitória brasileira por 2 a 1. Durante o confronto, as taxas futuras pouco variaram.
No exterior, os rendimentos dos Treasuries de curto prazo tiveram altas leves neste fim de tarde, enquanto os títulos de prazo mais longo estiveram próximos da estabilidade. Essa configuração ocorreu após acordo entre EUA e Irã para suspender as hostilidades recentes. Os dois países trocaram ataques e acusações de violação do cessar-fogo provisório nos dias anteriores, após um projétil iraniano atingir um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira. Segundo autoridade norte-americana, no domingo os dois países concordaram em suspender as hostilidades e retomar as negociações.
Às 16h34, o rendimento do Treasury de dois anos, que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo norte-americanas, tinha alta de 1 ponto-base, a 4,102%. O título de dez anos, referência global para decisões de investimento, não apresentou variação significativa no período.
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