Tarcísio diz que não usaria boné de Trump novamente após tarifaço
O governador de São Paulo e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas, do partido Republicanos, afirmou nesta terça-feira que não voltaria a usar o boné do movimento "Make America Great Again" (MAGA), de Donald Trump, após o tarifaço imposto pelo governo americano a produtos brasileiros.
No dia 20 de janeiro de 2025, Tarcísio publicou um vídeo nas suas redes sociais vestindo o acessório para comemorar a posse de Trump na presidência dos Estados Unidos. Na legenda, o governador escreveu a frase "Grande dia! Make America Great Again". A publicação gerou questionamentos posteriores sobre seu posicionamento em relação às medidas protecionistas americanas.
Em entrevista à RedeTV!, Tarcísio buscou separar os dois momentos. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Eu coloquei o boné naquela situação da posse", disse. "Não colocaria de novo. Mas eu acho que isso não tem nada a ver com aquilo que vem depois." O governador reafirmou que seu gesto inicial foi pontual e relacionado exclusivamente ao evento de posse do presidente americano.
Tarcísio também minimizou a influência do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) sobre a decisão do governo americano de impor as tarifas. Segundo o governador, atribuir responsabilidade ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é uma "narrativa". O chefe do Executivo paulista argumentou que os Estados Unidos abriram há um ano uma investigação contra as práticas comerciais brasileiras e possuem interesses próprios na medida.
Para mitigar os efeitos do tarifaço, Tarcísio informou que o governo paulista liberou e estabeleceu um calendário para o pagamento de créditos acumulados do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), visando dar fôlego financeiro às empresas. O governador afirmou que a medida deve ser repetida em um eventual segundo mandato, caso o tarifaço seja mantido. Ele também observou que cabe ao Itamaraty conciliar os interesses americanos com os do Brasil, acrescentando que o País teve um ano para se preparar para o tarifaço.
Tarcísio também comentou sobre a posição do partido Republicanos nas eleições de 2026. O governador admitiu que a decisão de seu partido de não integrar a aliança nem indicar candidata a vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL) reduzirá o tempo de propaganda eleitoral do presidenciável. Contudo, afirmou que isso não deverá causar prejuízo significativo à campanha. "A minha posição foi de apoio ao Flávio Bolsonaro, foi a posição que a gente externou para a presidência do partido. O partido tomou uma decisão baseada na posição dos diretórios estaduais, que por sua maioria optaram pela neutralidade", explicou Tarcísio.
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