SNFF11 distribui dividendos de 12,49% ao ano e supera IFIX em julho
O fundo imobiliário SNFF11 apurou resultado de R$ 2,97 milhões em julho de 2026, com resultado distribuível de R$ 0,74 por cota. No mês, foram provisionados R$ 0,72 por cota, valor pago aos investidores em 25 de agosto, conforme informado pela gestão. O rendimento equivale a um dividend yield anualizado de 12,49%, considerando a distribuição de julho.
Ao fim do mês, a cota era negociada a R$ 73,03, enquanto o valor patrimonial somava R$ 84,01, resultando em P/VP de 0,87 vez. O SNFF11 encerrou o período com 59 FIIs na carteira, mantendo sua estratégia multiestrategia com predominância de fundos imobiliários. A gestão reportou ainda R$ 0,19 por cota em reserva acumulada distribuível. Na composição do patrimônio, a alocação estava em 89,4% em FIIs, 7,9% em caixa e 2,7% em ações.
As operações estruturadas contribuíram significativamente para o desempenho do fundo em julho. A gestão concluiu a venda da posição em GGRC11, recebida após a liquidação do RLGX11, gerando ganho de capital de R$ 311 mil, equivalente a R$ 0,077 por cota. O fundo também encerrou a posição vendida (short) em HGLG11, estruturada diante da pressão vendedora após a consolidação do portfólio do PATL11, resultando em ganho de R$ 32 mil, ou R$ 0,008 por cota. No consolidado de julho, as operações somaram R$ 337 mil de ganho de capital bruto, cerca de R$ 0,08 por cota, reforçando a gestão ativa e a busca por retornos adicionais em complemento ao rendimento recorrente do portfólio.
Em julho, o SNFF11 apresentou retorno total patrimonial negativo de 0,24%, desempenho superior ao IFIX, que recuou 0,32% no mesmo intervalo. Desde maio de 2021, início do fundo, o SNFF11 acumula alfa de 12,7% em relação ao índice, com retorno total de 46,2%, correspondente a 138% do benchmark.
O processo de incorporação do SNFF11 pelo SNME11 segue em andamento, após aprovação em Assembleia Geral Extraordinária realizada em outubro de 2025. A terceira emissão de cotas do SNME11 foi publicada em 14 de agosto de 2026, viabilizando o cronograma previsto. De acordo com a gestão, os custos de distribuição da emissão serão integralmente devolvidos ao SNFF11, sem gerar custo adicional para os cotistas.
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