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Revogação de licença iraniana impulsiona DIs e Treasuries após ataques no Golfo

🕐 07/07/2026 às 19:01 👁 0 visualizações
Revogação de licença iraniana impulsiona DIs e Treasuries após ataques no Golfo
Os EUA revogaram autorização para venda de petróleo iraniano após ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz. A decisão acelerou alta dos DIs e rendimentos dos Treasuries, com petróleo subindo mais de 3%.

As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) encerraram a sessão de terça-feira (7) em alta, acompanhando a aceleração dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries) após os Estados Unidos revogarem uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano. A decisão foi motivada por ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz e refletiu a percepção de retrocesso nas negociações de paz no Oriente Médio.

A taxa do DI para janeiro de 2028 fechou em 14,14%, com elevação de 10 pontos-base ante o ajuste anterior de 14,043%. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 atingiu 14,37%, com acréscimo de 5 pontos-base ante os 14,321% da sessão anterior. O movimento mais expressivo ocorreu no DI para janeiro de 2025, que marcou mínima de 14,015% (queda de 3 pontos-base) às 15h33, pouco antes da notícia sobre a revogação, e saltou para máxima de 14,160% (alta de 12 pontos-base) às 16h15, após a divulgação.

Até próximo do fechamento da sessão regular, as taxas futuras brasileiras demonstravam acomodação, mas o anúncio envolvendo EUA e Irã deu força ao petróleo, acelerou o avanço dos rendimentos dos Treasuries e impulsionou o dólar ante outras divisas, impactando diretamente a curva brasileira. O rendimento do Treasury de dez anos, referência global para decisões de investimento, subiu 6 pontos-base, a 4,539%. Os preços do petróleo subiram mais de 3% após o anúncio da revogação.

Uma autoridade norte-americana alertou que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram "totalmente inaceitáveis" e teriam consequências. A medida dos EUA foi tomada após a agência UKMTO, ligada à Marinha britânica, informar que três petroleiros relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos no Estreito de Ormuz e nas proximidades nos últimos dias. Outra autoridade dos EUA, falando sob condição de anonimato, disse que os indícios iniciais apontavam que o Irã tinha disparado contra os três navios mercantes. Não houve comentário imediato de Teerã, nem qualquer reivindicação de responsabilidade.

Apesar da escalada, uma autoridade norte-americana afirmou que os negociadores continuam trabalhando para chegar a um acordo final com o Irã. Os ataques e a resposta dos Estados Unidos ameaçam colocar em risco o frágil entendimento diplomático entre Washington e Teerã, aumentando o risco de que novas retaliações possam inviabilizar as negociações sobre um acordo mais abrangente que incluiria limites ao programa nuclear iraniano e alívio de algumas sanções, incluindo restrições sobre exportações de petróleo.

O Estreito de Ormuz, estreita via navegável entre o Irã e Omã, é um dos pontos-chave mais importantes do mundo para o transporte de energia, por onde passa diariamente cerca de um quinto do consumo global de petróleo e grandes volumes de gás natural liquefeito. Qualquer interrupção prolongada poderia elevar os preços da energia e aumentar a pressão sobre consumidores e governos que já enfrentam custos mais altos com combustíveis. As exportações de petróleo continuam sendo uma fonte crítica de receita para o Irã, gerando bilhões de dólares em moeda forte que ajudam a financiar os gastos do governo e a sustentar uma economia enfraquecida por anos de sanções dos EUA. Apesar das restrições, Teerã conseguiu expandir os embarques nos últimos anos, principalmente para a China, tornando as vendas de petróleo uma das principais fontes de sustento econômico do país.

No mercado doméstico, o noticiário sobre o Oriente Médio azedou uma sessão que, até perto do fechamento, era de baixa leve para as taxas dos DIs, na esteira de leilão de títulos com baixo volume realizado pelo Tesouro no fim da manhã. O Tesouro vendeu apenas 150 mil Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-B), títulos indexados à inflação, um volume baixo semelhante aos 134,4 mil títulos negociados na semana anterior. Ao vender menos títulos ou mesmo cancelar a oferta semanal de NTN-B, o Tesouro demonstra cautela em corroborar as taxas reais.

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Fontes
🔗 Money Times (fonte principal) 🔗 Money Times: EUA revogam licença que autorizava venda de petróleo iraniano, diz autoridade

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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