RECR11 distribui maior provento em 13 meses: R$ 1,118 por cota
O fundo de investimento imobiliário RECR11 anunciou sua maior distribuição de proventos dos últimos 13 meses. O valor divulgado foi de R$ 1,118 por cota, referente ao período de abril de 2026, um patamar que reforça a consistência do portfólio de certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) e a disciplina de gestão adotada pelo fundo.
Os proventos serão pagos em 15 de junho de 2026. Terão direito ao recebimento os cotistas que mantiverem suas posições até o encerramento do pregão de 8 de junho de 2026, data estabelecida como corte. Essa janela oferece previsibilidade para investidores que desejem ajustar suas posições antes do pagamento dos proventos.
Considerando o preço de fechamento de maio de R$ 82,54 por cota, a distribuição do RECR11 implica um dividend yield mensal próximo de 1,35%. Em base anualizada simples, o indicador sugere retorno competitivo frente a alternativas de renda disponíveis no mercado, embora sujeito à variação de preço e desempenho da carteira. Vale destacar que os proventos distribuídos por fundos imobiliários são isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas, desde que observadas as regras vigentes, aumentando a atratividade do fluxo de caixa para investidores, particularmente em estratégias focadas em renda passiva.
O patrimônio líquido do RECR11 encerrou abril em R$ 2,35 bilhões, com alocação concentrada em CRIs representando 95% dos ativos, distribuídos em 100 operações. A carteira inclui também participações em seis fundos imobiliários. O total de ativos do fundo soma R$ 2,485 bilhões, incluindo imóveis e cotas de fundos D0, estrutura que amplia a diversificação de liquidez.
Durante abril, o RECR11 realizou uma operação compromissada que captou R$ 30,31 milhões, equivalente a cerca de 1,28% dos ativos, com vencimento em abril de 2027 e possibilidade de liquidação antecipada via amortizações. No mesmo período, houve alienação de posições em CRIs como Matarazzo Retail IV, Mabu, EMET11 e MRV, em montante agregado superior a R$ 52 milhões.
A exposição a indexadores privilegia IPCA em 56% da carteira e IPCA com cláusula de "no negative" em 27%, seguidos por CDI (15%), IGP-M (2%) e TR (0,1%). Setorialmente, a carteira concentra-se em incorporação, loteamento, investimento imobiliário e hotelaria. Entre as securitizadoras, a Opea lidera o portfólio, seguida por Habitasec, Riza e Província, estrutura que reforça a pulverização de originação e o controle de risco da carteira.
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