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Preços no atacado caem pela primeira vez em 10 meses com queda de combustíveis

🕐 15/07/2026 às 10:02 👁 0 visualizações
Preços no atacado caem pela primeira vez em 10 meses com queda de combustíveis
O índice de preços no atacado recuou 0,3% em junho, primeira queda em 10 meses, impulsionado pela redução nos preços de gasolina. Contudo, a inflação permanece elevada e incertezas sobre tensões entre EUA e Irã podem afetar a continuidade da desaceleração.

Os preços no atacado apresentaram queda em junho pela primeira vez em dez meses, movimento impulsionado principalmente pela redução nos preços dos combustíveis. O resultado, porém, ocorre em contexto de inflação ainda elevada, e sua sustentabilidade permanece incerta diante de renovadas hostilidades entre os Estados Unidos e Irã.

O índice de preços de demanda final caiu 0,3% em junho, resultado que atendeu às expectativas dos analistas. Na base anual, o índice de demanda final avançou 5,5% até junho. A queda mensal foi impulsionada principalmente por uma retração de 1,4% nos preços de bens de demanda final, o maior recuo desde julho de 2022, quando os preços de bens caíram 1,9%. Os preços de energia lideraram esse declínio, retraindo 6,4% no mês, enquanto os preços de alimentos também recuaram 0,6%. Os preços de bens de demanda final excluindo alimentos e energia subiram levemente 0,2%.

A gasolina foi o principal fator por trás da queda de junho nos preços de bens de demanda final, registrando queda de 12%. Além da gasolina, outros produtos também apresentaram redução: óleo diesel, combustível de aviação, vegetais frescos, petróleo bruto e resinas termoplásticas. Por outro lado, produtos plásticos e energia elétrica residencial figuraram entre as categorias que registraram aumentos.

Os preços de serviços de demanda final subiram 0,2% em junho após caírem 0,1% em maio. Mais de 60% desse ganho foi originário das margens de serviços comerciais, que avançaram 0,4%. As margens para varejo de combustíveis e lubrificantes saltaram 13%, representando aproximadamente metade do aumento de serviços. As margens para comercialização de máquinas e veículos sofreram declínio de 8,4%.

A medida de núcleo do índice, que exclui alimentos, energia e serviços comerciais, subiu 0,1% em junho após pular 0,8% em maio. Essa medida registrou alta de 5,1% nos últimos 12 meses. O resultado do núcleo ficou aquém da expectativa dos previsores, que haviam antecipado ganho de 0,3%, segundo a CNBC.

No nível de demanda intermediária, os preços de bens processados caíram 1,2%, o maior declínio desde dezembro de 2022, impulsionado por queda de 7,3% em bens de energia processada. Os preços de bens não processados recuaram 4,1%, a queda mais acentuada desde maio de 2023, com materiais de energia não processados caindo 8,1%. O petróleo bruto registrou recuo de 12,1% e o óleo diesel caiu 18%.

A questão central, conforme aponta a MarketWatch, é se o recuo dos preços no atacado registrado em junho representa uma tendência duradoura, dada a escalada de tensões entre os Estados Unidos e Irã. O próximo relatório de preços no atacado, que cobrirá julho de 2026, está programado para divulgação em 13 de agosto de 2026.

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Fontes
🔗 MarketWatch (fonte principal) 🔗 Yahoo Finance: June PPI falls 0.3%, first drop in 10 months on lower gas prices

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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