Poupança registra saques líquidos de R$ 7,152 bilhões em julho
A caderneta de poupança no Brasil registrou em julho retiradas líquidas de R$ 7,152 bilhões, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira. O resultado reforça a tendência de saques líquidos que marca o ano, após junho ter registrado saldo negativo de R$ 237,5 milhões.
O volume de saques em julho superou o observado no mesmo período do ano anterior. Em julho de 2025, o saldo negativo da poupança havia ficado em R$ 6,251 bilhões, demonstrando aceleração nas retiradas em relação ao ano passado.
Julho marcou o segundo mês consecutivo com saques líquidos na poupança. Maio foi o único mês do ano a registrar depósitos, sendo a única entrada líquida de recursos até o momento. No acumulado de 2026, a captação líquida está negativa em R$ 46,5 bilhões, refletindo a dificuldade da aplicação em atrair novos recursos.
Em termos absolutos, em julho foram realizados R$ 370,7 bilhões em depósitos e R$ 377,9 bilhões em retiradas. Apesar do fluxo negativo, o saldo total da caderneta de poupança alcançou R$ 1,019 trilhão no final do mês. No Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), especificamente, houve um saldo negativo de R$ 6,952 bilhões. A poupança rural, por sua vez, registrou saques líquidos de R$ 200,530 milhões em julho.
A poupança tem registrado perdas anuais consecutivas de recursos desde 2021, com a grande maioria dos meses apresentando resultados negativos. Julho de 2026 marcou o maior volume de saques desde março, conforme os dados divulgados.
A rentabilidade atual da caderneta de poupança é composta pela taxa referencial (TR) mais uma remuneração fixa de 0,5% ao mês. Esta fórmula permanece enquanto a taxa Selic estiver acima de 8,5% ao ano. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14% ao ano.
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