Payroll dos EUA e PIB da zona do euro movem mercados nesta sexta-feira
Na volta do feriado de Corpus Christi, os investidores se concentram em uma agenda doméstica esvaziada nesta sexta-feira, deslocando as atenções para indicadores internacionais que devem guiar os movimentos dos ativos financeiros.
O principal destaque do dia é a divulgação do payroll, relatório oficial de emprego dos Estados Unidos, previsto para às 9h30. A expectativa do mercado é de criação de 85 mil vagas de trabalho em maio, enquanto a taxa de desemprego deve permanecer estável em 4,3%. O indicador é um dos mais acompanhados pelos agentes financeiros por oferecer sinais sobre o ritmo da atividade econômica e do mercado de trabalho americano, além de influenciar as expectativas para a trajetória dos juros pelo Federal Reserve (Fed).
Paralelamente, mais cedo, os investidores também monitoram a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro referente ao primeiro trimestre. A projeção aponta para crescimento de 0,1% na comparação trimestral e de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O dado ajuda a medir a força da recuperação econômica do bloco em um ambiente ainda marcado por desafios relacionados ao crescimento e à política monetária da região.
O contexto de fragilidade nos mercados já era evidente na quarta-feira anterior. O Ibovespa fechou em forte queda de 2,22%, terminando a sessão em 170.330,63 pontos, embalado pela maior aversão aos ativos de risco nos mercados globais. Os novos ataques envolvendo os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio pressionaram os preços do petróleo e deterioraram as perspectivas para a inflação, afetando a confiança dos investidores em ativos mais arriscados.
No cenário internacional, as negociações entre Estados Unidos e Irã ganham destaque. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que se sentiria honrado em se encontrar com o aiatolá Mojtaba Khamenei, líder supremo do Irã, caso se chegasse a um acordo. A guerra entre os duas nações já dura quatro meses, e o conflito permanece sob um frágil cessar-fogo.
Reflexo dessa tensão política foi a ação da Câmara dos Deputados dos EUA, que apoiou nesta quarta-feira uma resolução liderada pelos democratas com o objetivo de interromper a guerra contra o Irã até que as hostilidades sejam autorizadas pelo Congresso, refletindo a crescente preocupação com o conflito.
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