Nasdaq dispara 2,4% com Microsoft em alta; Dow e S&P 500 também recuperam terreno
As bolsas americanas registraram uma recuperação expressiva na manhã de quinta-feira, revertendo o desempenho negativo provocado pelas decisões do Federal Reserve. O índice Nasdaq Composite liderou os ganhos com avanço de 2,4%, recuperando-se de uma queda que havia levado o Nasdaq-100 a uma correção no dia anterior, período em que ações de chips sofreram declínios significativos.
O S&P 500 avançou 1,2%, enquanto o Dow Jones Industrial Average subiu 0,8%, refletindo um movimento mais amplo de retomada nos mercados americanos. A recuperação ocorreu em um contexto de divulgação de resultados corporativos e dados econômicos que ocuparam a atenção dos investidores.
A Microsoft se destacou como grande motor do rally tecnológico, com suas ações saltando mais de 16% após a divulgação de seus resultados na quarta-feira à tarde. O desempenho extraordinário foi impulsionado pelo fato de seu negócio de computação em nuvem Azure ter ultrapassado pela primeira vez a marca de 100 bilhões de dólares em receita. As ações da Microsoft estavam a caminho de seu melhor dia desde 2008.
O desempenho contrastante entre duas gigantes do setor de tecnologia ficou evidente na divulgação de resultados de quarta-feira. Enquanto Microsoft colhia ganhos significativos, Meta enfrentava uma queda de aproximadamente 9% em suas ações, expandindo sua sequência histórica de perdas. O declínio das ações da Meta foi atribuído a um resultado inferior às expectativas, que alimentou preocupações sobre a capacidade da empresa de recuperar seus investimentos em inteligência artificial.
Os próximos a enfrentarem o escrutínio de Wall Street serão Amazon e Apple, ambos com divulgações de resultados programadas para depois do horário de fechamento. No caso da Amazon, o foco de investidores recairá sobre os gastos de capital e o desempenho do negócio de nuvem. Para a Apple, a atenção estará centrada nas margens operacionais em meio a aumentos nos preços de chips de memória.
No front macroeconômico, o Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas na quarta-feira, decisão que contrasta com uma revolta no mercado de títulos que enviou o rendimento do Tesouro de 30 anos para uma máxima de várias décadas, próximo a 5,24% na quinta-feira. Os preços do petróleo permaneceram estáveis na quinta-feira pela manhã, mas ataques americanos a uma dúzia de alvos iranianos durante a noite levantaram preocupações sobre uma possível escalação adicional na guerra, com potencial para reavivar pressões inflacionárias.
Dados de inflação de preços PCE divulgados na quinta-feira mostraram uma desaceleração no avanço inflacionário em junho em comparação com o mês anterior, notícia bem-vinda para o Federal Reserve. Simultaneamente, dados de PIB divulgados pelo Departamento de Comércio revelaram que a economia americana cresceu em ritmo mais lento do que o esperado no segundo trimestre.
Apesar da recuperação no pregão, investidores permaneciam vigilantes diante de múltiplos fatores de risco: os novos ataques americanos contra o Irã, o colapso dos preços dos títulos e preocupações contínuas sobre os gastos em inteligência artificial.
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