Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em alta com impulso de dados dos EUA
As bolsas da Ásia encerraram majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 7, em sessão marcada pela liquidez global reduzida devido ao feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos. O desempenho positivo foi impulsionado pela repercussão de dados mais fortes do mercado de trabalho americano, com destaque para o setor de tecnologia. Apesar dos ganhos, permanecia certa cautela com a escalada de rendimentos soberanos dos Treasuries e títulos globais.
Na Coreia do Sul, o Kospi registrou o maior avanço da região, fechando em salto de 4,61%, atingindo 6.995,39 pontos. No Japão, o Nikkei avançou 2,12% em Tóquio, chegando a 66.399,84 pontos. Entre as ações japonesas, a Howa Machinery liderou os ganhos com salto de 26%, seguida pela Minato Holdings, que subiu 13%.
Os dados do Ministério das Finanças japonês revelaram queda de US$ 87,8 bilhões nas reservas de títulos estrangeiros, segundo a Bloomberg, indicando que o Japão provavelmente vendeu parte de seus títulos soberanos estrangeiros, incluindo Treasuries, para financiar intervenções recorde no iene ao longo do último mês. Monitorando essas intervenções e a possível alta de juros pelo Banco do Japão, o iene subiu ao maior nível em seis meses contra o dólar nesta sessão, cotado a 154,05 por dólar.
Na China continental, o Xangai Composto registrou tímida alta de 0,06%, fechando em 3.932,70 pontos, enquanto o Shenzhen Composto subiu 1,5%, atingindo 2.530,46 pontos. O setor de tecnologia chinês apresentou desempenho divergente: a Yuanjie Semiconductor disparou 16%, a Semight Instruments subiu 7,8% e a Shengyi Technology avançou 7,7%, enquanto a Moore Threads Technology recuou 20% e a MetaX Integrated Circuits caiu 9,7%. Em Taiwan, o Taiex ganhou 1,67%, alcançando 47.326,27 pontos. Hong Kong, porém, contrariou o tom regional, com o Hang Seng cedendo 0,93%, fechando em 25.413,12 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana terminou praticamente estável, com o S&P/ASX 200 avançando apenas 0,06%, chegando a 9.010,90 pontos.
Os preços do petróleo continuaram em foco devido às renovadas tensões entre EUA e Irã durante o fim de semana. Durante a madrugada, o Brent tocou o maior nível em dois meses, a US$ 97,93. O mercado acompanhava também a sinalização de Teerã de que anunciará nos próximos dias uma zona restrita nas imediações do Estreito de Ormuz.
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