Minidólar (WDON26): Análise técnica e pontos-chave para quinta-feira
Os contratos de minidólar (WDON26) com vencimento em julho encerraram a última sessão em 10 de junho com leve alta de 0,08%, aos 5.208 pontos. A movimentação refletiu um mercado cauteloso, influenciado principalmente pelo comportamento do dólar em relação aos cenários externo e doméstico.
A sessão foi marcada pela repercussão do índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos (CPI), que veio em linha com as expectativas. Esse resultado manteve os investidores atentos aos próximos passos do Federal Reserve, instituição central para a formação das expectativas sobre a política monetária americana. No cenário internacional, as tensões entre EUA e Irã continuaram presentes no radar dos operadores, sustentando um ambiente de cautela nos mercados.
No Brasil, o dólar encerrou próximo da estabilidade, em uma sessão sem gatilhos locais relevantes. O mercado acompanhou a pesquisa Genial/Quaest e segue monitorando os desdobramentos da política monetária americana e das questões geopolíticas, fatores que continuam influenciando a volatilidade do câmbio no curto prazo.
No gráfico de 15 minutos, o minidólar fechou em leve alta, mantendo o viés positivo das sessões anteriores. O contrato segue negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, embora apresente um comportamento mais lateralizado no curtíssimo prazo. Para que o movimento de alta ganhe tração, a superação da resistência em 5.211 a 5.221,5 pontos é considerada importante. Caso essa faixa seja rompida com aumento de volume, o próximo objetivo seria 5.232,5 a 5.238,5 pontos, com potencial de avanço até 5.252 a 5.258,5 pontos.
Na direção oposta, uma perda da região de suporte em 5.200 a 5.186,5 pontos pode abrir espaço para uma correção mais ampla, com alvos em 5.177,5 a 5.165 pontos e posteriormente em 5.142 a 5.124 pontos.
No gráfico diário, a leitura segue positiva no curto prazo. O contrato registrou mais uma sessão de alta e permanece negociando acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que favorece a continuidade do movimento de recuperação observado nas últimas semanas. Para que esse cenário ganhe força, será importante superar a região de 5.238,5 a 5.303 pontos. Acima dessa faixa, há espaço para avanço em direção aos objetivos de médio prazo em 5.469 pontos.
Uma deterioração técnica mais relevante dependeria da perda da faixa de 5.115 a 5.029 pontos, o que poderia reacender o fluxo vendedor e levar o contrato a buscar os suportes de 5.000 pontos e posteriormente 4.946 pontos. O índice de força relativa (IFR) com período 14 marca 61,86 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar condições extremas de sobrecompra ou sobrevenda.
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