KNCR11 mantém dividendo de R$ 1,10 por cota com foco em ativos indexados ao CDI
O fundo imobiliário KNCR11 confirmou o pagamento de dividendos no valor de R$ 1,10 por cota, mantendo o mesmo patamar do mês anterior e referentes aos resultados de maio de 2026. O pagamento está previsto para 12 de junho de 2026, consolidando a previsibilidade do fluxo de caixa para investidores que priorizam renda periódica. Com a cotação de R$ 105,64, o yield mensal estimado é de 1,04%, reforçando a atratividade do papel no curto prazo.
Para ter direito aos proventos, os investidores precisavam estar posicionados até o fim do pregão de 29 de maio de 2026, data-base definida para a distribuição. Essa regra segue a prática padrão do mercado, em que as negociações após a data registram a cota "ex". Assim, quem entrou no papel após esse dia não participa dessa rodada de rendimentos.
Os dividendos do KNCR11 contam com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que eleva o retorno líquido. Esse benefício fiscal é um diferencial importante para investidores que buscam renda passiva com eficiência tributária e menor volatilidade frente a alternativas equivalentes. Na distribuição anterior, realizada em 14 de maio de 2026, o fundo já havia distribuído R$ 1,10 por cota relativo aos resultados de abril. Considerando cota média de ingresso de R$ 102,12, a rentabilidade foi de 1,08%, equivalente a 99% do DI do período. Com o gross-up de 15% de IR aplicável a comparações com renda fixa tributável, o retorno ajustado atingiu 116% do CDI, sinalizando consistência nos pagamentos.
A composição da carteira revela o foco do fundo em ativos de renda previsível. No final de abril, o KNCR11 mantinha 78,2% do patrimônio em ativos-alvo (CRIs e FIIs), 14,8% em LCIs e 6,9% em caixa. Entre os CRIs, 78,1% do patrimônio total estava indexado ao CDI, com remuneração média de CDI + 2,07% ao ano e prazo médio de 3,9 anos, sustentando a correlação com a dinâmica de juros.
As taxas médias de aquisição dos CRIs variavam conforme o indexador: 2,06% sobre CDI, 5,96% nos papéis atrelados ao IPCA e 15,00% nos prefixados. As LCIs, que compunham 14,8% da carteira, rendiam 94% do CDI e também contam com isenção de IR para pessoas físicas, reforçando a eficiência tributária do portfólio.
Na distribuição por indexador, o CDI respondia por 92,9% da alocação total, seguido pela Selic com 6,9% e pelo IPCA com 0,1%. Esse perfil confere previsibilidade aos fluxos de caixa e ajusta o retorno às dinâmicas de política monetária, favorecendo os cotistas que buscam rentabilidade atrelada às taxas de juros.
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