Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após operação da PF
O senador Jaques Wagner (PT-BA) deixou a liderança do governo no Senado nesta quarta-feira (24), oito dias após ser alvo da operação Compliance Zero da Polícia Federal. O afastamento foi acertado durante reunião realizada entre Wagner e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada.
Em comunicado publicado em rede social, Wagner informou sobre a decisão tomada em comum acordo com o presidente. "Acabei de ter uma ótima reunião com o presidente Lula, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal", escreveu o senador.
Segundo Wagner, sua prioridade neste momento será provar sua inocência. O senador afirmou que se dedicará à reeleição do presidente Lula, do governador baiano Jerônimo Rodrigues e também à sua própria reeleição para o Senado, além da reeleição de Rui Costa.
A operação Compliance Zero da Polícia Federal investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master. Os investigadores suspeitam que Wagner tenha sido beneficiado por vantagens econômicas supostamente relacionadas à atuação de agentes interessados em medidas no Congresso que poderiam favorecer a instituição financeira.
Na semana anterior, a PF realizou buscas em endereços ligados ao senador em Salvador e Brasília. A apuração examina a relação de Wagner com o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e dono do Banco Pleno, instituição que foi liquidada pelo Banco Central. Entre os pontos analisados estão a compra de um imóvel de alto padrão em Salvador e movimentações de R$ 3,5 milhões em nome de familiares do senador.
Wagner nega irregularidades. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad defendeu o senador, afirmando que Wagner teria atuado contra o Banco Master inclusive a seu pedido enquanto Haddad chefe da pasta.
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