Itaú registra lucro recorde de R$ 12,6 bilhões no 3º trimestre de 2026
O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2026 depois do fechamento do mercado nesta terça-feira, registrando lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões. O resultado marca a 12ª alta trimestral consecutiva do lucro do banco, com expansão de 6,2% na comparação com o mesmo período de 2025 e avanço de 1,7% em relação ao segundo trimestre, excluindo o efeito da venda da operação de varejo na Colômbia realizada em julho.
O desempenho ficou em linha com as projeções de mercado. O consenso de analistas compilado pela Bloomberg apontava lucro médio de R$ 12,584 bilhões, enquanto a mediana de compilação feita por analistas consultados pela Reuters era de R$ 12,6 bilhões. O banco citou itens extraordinários líquidos dos efeitos fiscais que impactaram o resultado, incluindo R$ 291 milhões em reestruturação do varejo no Itaú Colômbia e R$ 133 milhões em amortização do ágio.
A margem financeira gerencial do banco ficou em R$ 34,6 bilhões no trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROAE) atingiu 23,6%, representando uma tímida expansão de 0,3 ponto percentual na comparação anual, mas 0,7 ponto percentual abaixo do segundo trimestre. A diferença em relação aos concorrentes segue expressiva: o Santander Brasil encerrou o trimestre com ROE de 11,9%, após queda de 28% no lucro líquido, enquanto o Bradesco fechou com rentabilidade de 16,1%.
A carteira de crédito expandida do Itaú alcançou R$ 1,54 trilhão no período, crescendo 10,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2025 e avançando 2,2% frente aos três meses anteriores. No consolidado, a carteira aumentou 1,4% no trimestre e 10,2% na comparação anual. No Brasil, os crescimentos foram de 2,4% no trimestre e 10,9% na comparação anual. A administração ressalva que, sem efeito de variação cambial, o crescimento consolidado anual seria de 10,4% enquanto no Brasil a alta seria de 11,3%.
Em um ambiente de maior preocupação com a inadimplência no sistema financeiro, a qualidade da carteira de crédito tornou-se um dos principais pontos de atenção dos investidores. Pela primeira vez em tantos meses, os calotes voltaram a dar sinal no balanço do banco. A inadimplência acima de 90 dias (NPL) avançou 0,1 ponto percentual tanto na comparação anual quanto na base trimestral, encerrando o período em 2%.
CEO Milton Maluhy Filho destacou em nota que a consistência dos resultados reflete uma estratégia de longo prazo sustentada pela disciplina na gestão, pela concessão responsável de crédito e pela qualidade da carteira, acompanhada de investimentos sólidos e contínuos em tecnologia e inteligência artificial.
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