Itaú BBA renova 80% da carteira de ações para julho; veja as novas apostas
O Itaú BBA promoveu uma reformulação substancial em sua carteira recomendada de ações para julho, alterando aproximadamente 80% dos papéis que integravam a seleção de junho. A mudança reflete avaliações atualizadas sobre perspectivas de negócios e oportunidades de entrada em diferentes setores da economia brasileira.
A carteira anterior incluía Aura Minerals, BTG Pactual, Equatorial e Petrobras, que foram todas retiradas da seleção. Em seu lugar, entram Embraer, Nubank, Sabesp e Bradesco. A única ação que permanece de um mês para o outro é a Axia Energia, evidenciando a magnitude das mudanças implementadas pelo banco de investimento.
O desempenho da carteira em junho ficou abaixo das expectativas. O portfólio registrou queda de 4,5%, resultado 3 pontos percentuais inferior ao da queda de 1% do Ibovespa no período. O principal responsável pelo desempenho negativo foi a Aura Minerals, que recuou 19%, queda explicada principalmente pela retração de cerca de 12% do ouro durante o mês.
Na avaliação dos analistas do Itaú BBA, a Embraer apresenta uma combinação atrativa para portfólio. A fabricante de aeronaves dispõe de carteira de pedidos em níveis recordes, experiencia expansão de margens operacionais e possui exposição relevante a receitas dolarizadas, o que confere maior previsibilidade aos resultados nos próximos trimestres. Além disso, a empresa pode se beneficiar de novos pedidos no segmento de defesa, dado o crescente nível de despesas que diversos países têm direcionado para essa frente.
No caso do Nubank, a decisão de inclusão reflete uma avaliação de oportunidade de entrada. As ações da fintech caíram aproximadamente 25% desde o início do ano, movimento que levou o múltiplo preço/lucro para cerca de 13 vezes. Conforme os analistas do Itaú BBA, a empresa deve seguir apresentando expansão consistente de sua base de clientes, combinada a ganhos de participação em produtos de crédito e melhora estrutural de rentabilidade.
A entrada da Sabesp ocorre porque os analistas avaliam que a companhia apresenta gatilhos de curto e médio prazo com maior potencial de beneficiar a ação em relação à Equatorial. Ainda assim, reconhecem que o valuation da Equatorial parece bastante atrativo e representa uma excelente oportunidade de longo prazo. No segundo semestre, a Sabesp tem boas perspectivas de sagrar-se vitoriosa no programa Universaliza SP 2, o que pode conferir à companhia uma alavanca importante de crescimento e de retorno ao acionista, especialmente considerando as sinergias que a empresa pode destravar com as localidades onde já opera.
A retirada da Petrobras da carteira reflete principalmente a leitura de que o cenário para o petróleo se tornou menos favorável após o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Com esse desenvolvimento, o Brent recuou para próximo de US$ 72, alterando o contexto de preços que sustentava a tese de investimento na estatal petrolífera.
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