IPCA sobe 0,07% em julho, acima das expectativas do mercado
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou um pouco acima das expectativas do mercado, que apontava variação de 0,03% para o mês. No acumulado dos 12 meses, a inflação atingiu 4,44%, dentro do teto da meta perseguida pelo Banco Central, que estabelece como objetivo 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
O indicador mostrou desaceleração no comparativo mensal. Em junho, o IPCA havia avançado 0,16%, significativamente acima do resultado de julho. A mediana das estimativas do Broadcast para os 12 meses indicava alta de 4,40%, ligeiramente abaixo do registrado.
O grupo Habitação foi o maior responsável pelo aumento dos preços em julho, com variação de 0,99% e impacto de 0,15 ponto percentual. O índice acelerou em relação a junho, quando havia registrado 0,63%. O principal fator foi a energia elétrica residencial, que saiu de 1,53% em junho para 3,09% em julho, exercendo o maior impacto individual do mês com 0,13 ponto percentual. Esse resultado refletiu reajustes tarifários em diversas localidades: 8,85% em uma das concessionárias em São Paulo (7,55%), vigente a partir de 4 de julho; 14,89% em uma concessionária em Porto Alegre (0,32%), a partir de 19 de junho; e 19,55% em Curitiba (12,15%), vigente desde 24 de junho. Em julho, permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kwh consumidos.
Dentro do grupo Habitação, destaque também para a taxa de água e esgoto, que subiu 0,40%. Esse movimento refletiu reajustes de 3,57% em Salvador (1,31%), a partir de 20 de julho; 5,77% em Porto Alegre (2,85%), a partir de 1º de julho; 3,97% em Brasília (0,24%) e 6,00% em Rio Branco (0,37%), ambos vigentes desde 1º de junho. Em contraste, o gás encanado recuou 0,04% devido à redução média de 2,00% nas tarifas no Rio de Janeiro (-0,12%), vigente desde 1º de junho.
O grupo Saúde e cuidados pessoais apresentou a segunda maior alta do período, com variação de 0,40% e impacto de 0,06 ponto percentual. Destacaram-se os artigos de higiene pessoal, que subiram 0,64%, com especial aumento em perfume (1,04%). O plano de saúde avançou 0,42%, refletindo os reajustes autorizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Para os planos contratados após a Lei nº 9.656/98, o percentual autorizado é de até 5,11%, com vigência a partir de maio de 2026 e cujo ciclo se encerra em abril de 2027.
Na contramão do movimento geral, Alimentação e bebidas caiu 0,67%, com impacto negativo de 0,14 ponto percentual. Vestuário registrou redução de 0,66%, com impacto de -0,03 ponto percentual. Os demais grupos apresentaram variações modestas, como Transportes (0,05%), Artigos de residência (0,07%), Despesas pessoais (0,22%), Comunicação (0,04%) e Educação (-0,03%).
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