IPCA-15, PCE e balanço da Nvidia marcam agenda de quarta-feira nos mercados
A sessão de quarta-feira concentra importantes divulgações econômicas capazes de influenciar as decisões de investidores tanto no mercado brasileiro quanto no internacional. Três indicadores principais pautam a agenda do dia e exigem atenção dos participantes dos mercados financeiros.
No Brasil, o destaque da agenda doméstica recai sobre a divulgação do IPCA-15 de agosto, prévia oficial da inflação brasileira. De acordo com a previsão do Bradesco, o índice deve apresentar deflação de 0,35%. Essa queda nos preços é explicada principalmente pela redução nos valores de energia, resultante do bônus de Itaipu. A alimentação no domicílio também contribuirá para a deflação no período. Por outro lado, bens industriais devem retornar ao campo positivo, enquanto os núcleos da inflação devem arrefecer na margem.
Nos Estados Unidos, será lançado nesta quarta o PCE de julho, a métrica de inflação preferida do Federal Reserve. O mercado projeta uma alta de 0,2% para o índice. No mesmo dia, o país também divulga a segunda estimativa do PIB do segundo trimestre. Conforme avaliação dos analistas do Bradesco, esse dado pode trazer revisões relevantes em relação à primeira leitura, particularmente nos componentes de consumo e investimentos.
Do lado corporativo, o balanço do segundo trimestre da Nvidia representa o grande destaque da agenda. As projeções do mercado apontam uma receita de cerca de US$ 92 bilhões para o período, o que representaria uma alta de aproximadamente 97% em relação ao ano anterior. Os números da fabricante de chips serão acompanhados de perto pelos investidores, uma vez que podem servir como novo teste da força do setor de inteligência artificial. O balanço será publicado após o fechamento dos mercados dos EUA.
No pregão anterior, na terça-feira, a ação da Nvidia encerrou em alta após sete pregões consecutivos em baixa, sua maior sequência de perdas desde 2022. As ações de empresas de semicondutores se recuperaram na sessão. O Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, fechou em alta na terça-feira, ampliando sua sequência positiva ao subir 1,55%, a 174.576,80 pontos, no quinto pregão seguido com sinal positivo. O movimento foi sustentado principalmente por ações de bancos e da Vale, com a queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano favorecendo o fluxo comprador na bolsa paulista. Dados recentes também sinalizaram algum retorno do fluxo estrangeiro para as ações brasileiras.
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