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Inadimplência bate recorde em julho, com famílias em maior aperto

🕐 28/08/2026 às 15:00 👁 0 visualizações
Inadimplência bate recorde em julho, com famílias em maior aperto
Banco Central divulga dados que mostram inadimplência geral atingindo 4,9% em julho, recorde da série histórica iniciada em 2011. Entre pessoas físicas, o índice chegou a 5,81%, também máximo histórico.

A inadimplência no Brasil atingiu o maior patamar de sua série histórica em julho, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta sexta-feira. A inadimplência geral do Sistema Financeiro Nacional avançou para 4,9% no mês, representando alta de 0,3 ponto percentual em relação a junho, quando estava em 4,6%. Este resultado supera o recorde anterior registrado em maio, quando o indicador havia alcançado 4,7%. Em acumulado de 12 meses, a alta chega a 0,9 ponto percentual.

As pessoas físicas foram as principais responsáveis pelo avanço. A inadimplência entre pessoas físicas atingiu 5,81% em julho, também o maior patamar da série histórica iniciada em março de 2011. No crédito livre, modalidade em que os juros são pactuados livremente entre banco e tomador, a taxa subiu de 7,4% em junho para 7,8%, representando igualmente um recorde histórico. No crédito direcionado, aquele com parâmetros estabelecidos pelo governo, a inadimplência de pessoas físicas aumentou de 3% para 3,4%, também no maior nível da série.

No segmento de recursos livres considerando todas as operações, a inadimplência subiu para 6,4% em julho, ante 6,0% em junho, marcando novo recorde histórico. Já no crédito direcionado geral, o indicador avançou para 2,9%, comparado com 2,7% no mês anterior.

O comportamento das empresas também contribuiu para a deterioração do cenário. No crédito livre, a inadimplência de pessoas jurídicas subiu de 4,0% para 4,2%, enquanto no crédito direcionado passou de 2,0% para 2,1%. Na inadimplência geral das empresas, houve avanço de 3,2% para 3,3%. Porém, nenhum dos percentuais relacionados a pessoas jurídicas atingiu níveis recordes.

Além do aumento da inadimplência, as famílias brasileiras também enfrentam pressão crescente no pagamento de suas dívidas. O comprometimento com o pagamento de dívidas, indicador que mede o percentual do orçamento mensal destinado às parcelas, alcançou novo recorde histórico em junho, subindo de 28,5% em maio para 28,9%. Quando excluído o financiamento imobiliário, o comprometimento de renda cresceu de 26,2% para 26,6%. Este aumento ocorre mesmo com o funcionamento do programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal no quinto mês do ano para propiciar renegociação de dívidas das famílias com juros mais baratos.

O endividamento das famílias, que mede o percentual total de dívidas em relação à renda geral, apresentou leve recuo em junho, caindo de 49,9% para 49,8%, mas permanece em patamares elevados considerando a média histórica. Sem o crédito habitacional, o percentual caiu de 31,1% para 30,8%. Vale observar que os indicadores de endividamento e comprometimento de renda possuem defasagem de dois meses em relação ao período de divulgação.

No que tange às concessões de crédito, o cenário também apresentou contração. As concessões de empréstimos no Brasil recuaram 1,6% na comparação com junho. As concessões de financiamentos com recursos livres recuaram 1,9% em relação ao mês anterior, enquanto as operações com recursos direcionados tiveram alta de 1,0% no período. Apesar da retração nas concessões, o estoque total de crédito subiu 0,3% no período, alcançando R$ 7,372 trilhões.

Os juros cobrados pelas instituições financeiras também apresentaram movimento de queda. No crédito livre, a taxa ficou em 47,7% ao ano, recuo de 2,0 pontos percentuais frente a junho. Nos recursos direcionados, a taxa caiu 0,1 ponto no mês, para 12,1% ao ano. O spread bancário nos recursos livres, diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa final cobrada do cliente, caiu para 33,8 pontos percentuais, ante 35,7 pontos em junho.

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Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 Suno: Inadimplência atinge maior nível da série histórica em julho, aponta Banco Centr

Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.

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