Ibovespa reage e fecha em alta de 0,46%; dólar recua a R$ 5,21
O Ibovespa encerrou esta terça-feira, 29, em alta de 0,46%, aos 183.832,61 pontos, encerrando uma sequência de quatro sessões consecutivas de baixa. O índice registrou volatilidade durante o pregão, operando no vermelho no período da manhã antes da recuperação nas negociações finais.
Os papéis do setor financeiro foram os principais responsáveis pela virada do benchmark. As ações do Itaú (ITUB4) se sobressaíram, com alta de 1,34%. A Petrobras também contribuiu significativamente para a recuperação, com as ações preferenciais da estatal (PETR4) subindo 0,78%. Na contramão da alta geral, a Vale (VALE3) encerrou com queda superior a 2%.
No mercado de câmbio, o dólar à vista caiu 0,18%, encerrando as negociações a R$ 5,2170. A moeda americana recuou em relação ao real, acompanhando o movimento de recuperação dos ativos domésticos.
De acordo com João Vitor Saccardo, head de renda variável da Convexa Investimentos, o cenário eleitoral permanece como principal vetor dos ativos domésticos. A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg para a eleição presidencial de 2026 aponta um cenário apertado, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 47,6% das intenções de voto e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com 47,7% em um cenário de segundo turno entre ambos. Lula caiu 0,1 ponto porcentual em relação aos 47,7% do último levantamento divulgado em 23 de setembro, enquanto Bolsonaro cresceu 0,3 ponto ante os 47,4% da pesquisa anterior. Segundo Saccardo, o empate técnico trazido pela AtlasIntel/Bloomberg pode ter provocado uma aposta em ativos de maior risco diante da aproximação do primeiro turno das eleições.
O setor de utilities e bancos fecharam em alta, alinhados à queda da curva de juros futuros. Entre os destaques positivos do dia, Azzas 2154 (AZZA3) saltou 9,79%, chegando a R$ 17,04.
O mercado também monitorou dados do mercado de trabalho de agosto, incluindo a taxa de desemprego de 5,3% e o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, que registrou 165 mil novas vagas. Revelações sobre conexões de Flávio Bolsonaro também ficaram no radar dos investidores, com reportagem do site PlatôBR trazendo informações do ex-sócio Alexandre Santini, apontando negociações e despesas que incluem a compra de um Rolex por R$ 305 mil.
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