Ibovespa Futuro opera estável com ata do Copom e IPCA acima do esperado
O Ibovespa Futuro operava com alta de 0,01% aos 172.215 pontos às 9h11, praticamente estável nesta terça-feira, conforme investidores digeriam a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e novos dados de inflação, além de ruídos eleitorais. Em paralelo, o contrato futuro apresentou alta de 0,09% aos 172.360 pontos após a abertura das 9h, refletindo o impacto da agenda macroeconômica agitada do dia.
O Banco Central alertou na ata do Copom sobre a possível disseminação de efeitos indiretos de choques relacionados aos preços do petróleo e a efeitos climáticos, afirmando que isso demandaria "reação firme" da política monetária. O documento também expressou preocupação com uma inflação pressionada pela demanda em meio a medidas de estímulo adotadas pelo governo. Na frente fiscal, o Copom voltou a destacar os efeitos das contas públicas tanto no curto quanto no longo prazo, considerando que medidas fiscais influenciam a demanda agregada no curto prazo, enquanto a percepção sobre a sustentabilidade da dívida pode afetar o prêmio a termo da curva de juros.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,07% em julho, levemente acima das expectativas do mercado que apontavam variação de 0,03%. A inflação desacelerou no comparativo mensal em relação ao mês anterior, que havia registrado avanço de 0,16%. No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,44%, abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. A ata do Copom refletiu preocupações com desancoragem das expectativas de inflação, indicando atenção redobrada do colegiado frente aos riscos inflacionários.
No segmento corporativo, o BTG Pactual informou lucro líquido ajustado para o segundo trimestre de R$ 5,14 bilhões, representando crescimento de 22,6% sobre o mesmo período do ano anterior. Já a Confederação Nacional do Transporte apresentou nesta terça pesquisa sobre o cenário da disputa para a Presidência.
No exterior, os preços do petróleo operavam em alta. O Brent para outubro de 2026 avançava 0,58% a US$ 88,27 o barril, enquanto o WTI para setembro de 2026 subia 0,73% a US$ 82,73 o barril. A elevação ocorre em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre um acordo de paz e a reabertura do Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu na segunda-feira com exigências próprias às condições apresentadas por Teerã, pedindo que o Irã pague indenizações às pessoas mortas em guerras, ataques e protestos, o que pode complicar os esforços para reabrir a via marítima. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em movimento misto nesta terça, com investidores preocupados com os impactos da alta do petróleo, enquanto a incerteza em relação às perspectivas da inflação global limitava as ações mundiais.
Nos mercados americanos, os índices futuros operavam em alta: o Dow Jones Futuro subia 0,09%, o S&P Futuro avançava 0,15% e o Nasdaq Futuro tinha valorização de 0,29%. No câmbio doméstico, o dólar futuro operava com baixa de 0,07% aos R$ 5,129, enquanto o dólar à vista abriu com queda de 0,10% a R$ 5,1053. As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, impulsionadas pela redução da demanda.
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