Ibovespa Futuro cai com escalada de tensões entre EUA e Irã e pesquisa eleitoral
O Ibovespa Futuro registra queda nesta segunda-feira (13), pressionado pela intensificação das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico. Às 9h02 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em agosto caía 0,40%, cotado aos 179.835 pontos. A escalada dos conflitos lançou dúvidas sobre um acordo provisório assinado no mês anterior entre os dois países, que tinha por objetivo reabrir o Estreito de Ormuz e encerrar o conflito após 60 dias de negociações.
No fim de semana, Estados Unidos e Irã trocaram ataques aéreos após o presidente norte-americano autorizar bombardeios contra alvos iranianos. A ofensiva foi apresentada como resposta a uma ação iraniana contra uma embarcação que transitava pela região de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo. Em retaliação, o governo iraniano informou ter atingido instalações militares americanas em diferentes países do Golfo e anunciou o fechamento do Estreito. O Exército dos EUA afirmou ter atingido dezenas de alvos para prejudicar a capacidade do Irã de atacar navios internacionais que transitam pela hidrovia.
A retomada da violência impactou os mercados globais. As ações internacionais operam em baixa enquanto os preços do petróleo sobem em forte alta, em meio à escalada do conflito em torno do Estreito de Ormuz marcado por novos ataques. Os rendimentos dos Treasuries também avançam. Nos índices futuros dos EUA, o Dow Jones Futuro caía 0,05%, o S&P Futuro recuava 0,29% e o Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,86%. Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em baixa, com destaque para o índice Kospi da Coreia do Sul, que caiu quase 9%, pressionado pela gigante de semicondutores SK Hynix, que despencou mais de 15%. O índice Nikkei 225 do Japão também registrou queda.
O mercado de criptoativos também sofre com o cenário de aversão ao risco. O bitcoin é negociado na casa dos US$ 62,9 mil nesta segunda-feira (13), com queda de aproximadamente 1,4% nas últimas 24 horas. O chamado índice do medo e ganância do bitcoin, que mede o sentimento dos investidores no mercado cripto, marca 29 pontos nesta segunda-feira, ante 31 no dia anterior. O indicador varia de 0 (medo extremo) a 100 (ganância extrema) e funciona como um termômetro do apetite por risco no setor.
Na frente cambial, o dólar futuro operava com ligeira alta de 0,11%, aos R$ 5,142. No cenário doméstico, investidores devem acompanhar ainda pesquisa BTG/Nexus que mostra manutenção do cenário para o segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na comparação com o levantamento anterior de junho. Enquanto o presidente mantém 47% das intenções de votos, o senador segue com 44%. Entre as agendas de autoridades, Lula fará anúncios em visitas em São Caetano do Sul (SP) e São José dos Campos (SP). Já o presidente do Banco Central Gabriel Galípolo, o ministro da Fazenda Dario Durigan e o secretário-executivo da Fazenda Rogério Ceron têm reunião agendada no final do dia em São Paulo.
A pressão nos mercados também atinge o setor de semicondutores. A SK Hynix, fabricante sul-coreana de chips e concorrente da Nvidia, estreou na Nasdaq com os papéis saltando 13% no primeiro dia de negociações. No entanto, recuavam mais de 15% nas negociações desta segunda-feira. A empresa levantou mais de US$ 26 bilhões na semana anterior com a venda de American Depositary Receipts (ADRs) ao preço de US$ 149 cada, depois que suas ações na Coreia mais que triplicaram este ano.
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