Ibovespa fecha em alta de 2,63% na véspera das eleições, voltando aos 192 mil pontos
O Ibovespa disparou 2,63% nesta sexta-feira, 2, fechando aos 192.114,55 pontos, com ganho de 4.917,09 pontos. O índice encerrou o pregão praticamente na máxima do dia, de 192.118,70 pontos, após oscilar entre 186.144,24 e 192.118,70 pontos durante a sessão. O fechamento marcou o maior patamar desde 22 de abril, quando havia terminado aos 192.888,96 pontos, e representou o melhor desempenho diário desde 10 de julho, quando avançou 2,97%.
O último pregão antes das eleições entregou uma sessão de forte volatilidade. O índice começou o dia em alta, embalado por dados mais fracos do mercado de trabalho americano. Os Estados Unidos criaram apenas 29 mil vagas de emprego em setembro, muito abaixo das 90 mil esperadas pelo mercado, reduzindo as apostas em uma nova alta dos juros pelo Federal Reserve já em outubro. Este cenário internacional favorável ao mercado de risco, porém, foi testado pela política brasileira.
No último pregão antes do primeiro turno, a divulgação de nova pesquisa Datafolha aumentou significativamente a volatilidade dos ativos. O levantamento mostrou Lula com 45% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 40% no primeiro turno, enquanto a disputa permaneceu apertada em um eventual segundo turno. O índice chegou a devolver completamente os ganhos e mergulhou no vermelho durante a manhã, refletindo a incerteza dos investidores.
A pressão de baixa durou pouco. Na segunda metade do pregão, os compradores voltaram com força. O Ibovespa recuperou os 190 mil pontos, passou pelos 191 mil e só tirou o pé quando já estava acima dos 192 mil pontos. Vale, Petrobras e os grandes bancos entraram juntos na onda de compras e deram combustível suficiente para sustentar o rali. Apenas quatro ações da carteira do índice terminaram em queda.
A semana também terminou com gosto de recuperação. O Ibovespa registrou alta acumulada de 4,71%, interrompendo uma sequência de duas semanas consecutivas no vermelho. A reta final das eleições tem ampliado as oscilações porque investidores tentam antecipar possíveis efeitos das urnas sobre a política econômica e, principalmente, sobre a trajetória fiscal.
Matéria reescrita por inteligência artificial do Pense Mercado a partir das fontes acima, sob as regras da nossa política editorial. Não constitui recomendação de investimento.