Futuros de NY caem com escalada no Oriente Médio; petróleo sobe
Os índices futuros de Nova York operam em queda nesta segunda-feira (13), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio. O Dow Jones Futuro cai 0,01%, o S&P 500 Futuro recua 0,34% e o Nasdaq Futuro apresenta queda de 1,13%. A volatilidade reflete os desdobramentos dos conflitos entre Estados Unidos e Irã ocorridos durante o fim de semana.
No domingo, o Exército dos EUA lançou ataques contra o Irã com o objetivo de enfraquecer a capacidade iraniana de atingir embarcações civis que transitam pelo Estreito de Ormuz. Os ataques americanos foram uma resposta a ofensivas iranianas com drones e mísseis contra aliados dos EUA, incluindo instalações em Kuwait, Jordânia e Catar. O Irã havia declarado no domingo que fecharia o Estreito de Ormuz "até segunda ordem" e lançou ataques retaliatórios contra os aliados americanos em toda a região do Oriente Médio.
No entanto, versões divergentes sobre a situação do Estreito de Ormuz alimentam a incerteza nos mercados. O Irã afirmou ter fechado a importante via navegável, enquanto autoridades militares e marítimas dos EUA disseram que o tráfego de navios continua por sua rota sul. O presidente dos EUA, Donald Trump, contestou a alegação iraniana no domingo, afirmando que a importante via navegável estava aberta ao tráfego comercial. O Exército dos EUA afirmou ter atingido dezenas de alvos para prejudicar a capacidade do Irã de atacar navios internacionais.
Os preços do petróleo operam em forte alta em meio à escalada do conflito. O petróleo Brent subiu 3% na abertura dos mercados, respondendo às preocupações com a segurança das rotas de transporte em um dos pontos mais críticos do comércio global de energia. O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
Na Europa, os mercados também operam em baixa. O STOXX 600 cai 0,22%, enquanto o DAX da Alemanha fica estável em 0,00%. O FTSE 100 do Reino Unido recua 0,11%, o CAC 40 da França apresenta queda de 0,12% e o FTSE MIB da Itália cai 0,02%. As tensões no Oriente Médio arrastam os setores do continente para território majoritariamente negativo.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam predominantemente em baixa. O índice Kospi da Coreia do Sul apresentou queda significativa de quase 9%, pressionado pela empresa de semicondutores SK Hynix, que despencou mais de 15%. O Nikkei 225 do Japão registrou queda de 1,92%, enquanto o índice CSI 300 da China caiu 1,79% e a Shanghai SE apresentou queda de 2,06%. O Hang Seng Index de Hong Kong subiu 0,03% e o Nifty 50 da Índia caiu 0,06%, enquanto o ASX 200 da Austrália avançou 0,03%.
O contexto de volatilidade geopolítica coincide com um período crítico para os mercados. Goldman Sachs e JPMorgan divulgam seus balanços na terça-feira, marcando o início da temporada de resultados corporativos considerada decisiva. Nick Twidale, estrategista-chefe de mercados da AT Global Markets, afirmou em nota a clientes que "os acontecimentos mais recentes do fim de semana sugerem que os mercados podem enfrentar uma abertura volátil, o que pode colocar à prova o otimismo que temos visto recentemente".
Adicionalmente, o mercado aumentou a probabilidade de aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve, apenas um dia antes do presidente Kevin Warsh comparecer perante o Congresso pela primeira vez em sua nova função. As empresas que compõem o S&P 500 devem registrar um salto de 24% nos lucros do segundo trimestre, segundo projeções do mercado. Na Europa, estrategistas do Deutsche Bank projetam que as companhias do índice Stoxx 600 reportem crescimento de 12% nos lucros do segundo trimestre. Na Ásia, os lucros das empresas que integram o MSCI Asia Pacific devem avançar 39%.
O dólar também avançou frente à maioria das principais moedas globais no contexto dessa abertura volátil dos mercados.
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