Flávio Bolsonaro promete criar Ministério da Segurança Pública exclusivo e abrir 500 mil vagas em presídios
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, apresentou neste domingo seus planos para a segurança pública brasileira após reunião com Gustavo Vilattoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador. Segundo Bolsonaro, o encontro foi proveitoso e serviu de inspiração para formular propostas baseadas na experiência salvadorenha.
O candidato afirmou que pretende abrir meio milhão de vagas em presídios para que o Brasil recupere soberania sobre a segurança pública. Elogiou a atuação do ministro Vilattoro e do presidente Nayib Bukele de El Salvador, descrevendo-os como responsáveis pela implementação de "uma das maiores e mais eficazes resgates da soberania" e por conseguirem "devolver a segurança pública ao povo salvadorenho".
No plano de Bolsonaro, a estratégia baseia-se no endurecimento da legislação penal e na construção de vários presídios. O candidato argumentou que essas medidas visam garantir à população "seu primeiro e mais soberano direito, que é o direito de viver, o direito da sua segurança pública". Criticou ainda o governo atual, alegando que o plano dele é "para defender os cidadãos, para defender as vítimas e não os bandidos como faz o atual governo".
Quanto à estrutura institucional, Bolsonaro propõe criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo, diferenciando-o do Ministério da Justiça. Explicou que em El Salvador houve uma inversão na ordem de prioridades, colocando a segurança em primeiro lugar. A ideia é estabelecer uma gestão integrada junto com as forças estaduais e as polícias municipais, oferecendo não apenas suporte financeiro, mas também de organização, conexão e troca de inteligência e informações entre todas as esferas de poder.
Em agenda de campanha no litoral fluminense, Bolsonaro também anunciou que escolheu o médico Cláudio Lottenberg como futuro ministro da Saúde, caso seja eleito. Segundo o candidato, a escolha visa "trazer o padrão Einstein ao SUS", em referência ao Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. Bolsonaro destacou que com Lottenberg haverá investimento em tecnologia e inteligência artificial para o Sistema Único de Saúde.
Ao ser questionado sobre críticas feitas anteriormente por Lottenberg à gestão da pandemia de coronavírus pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, o candidato evitou o assunto. "Estou olhando para frente, não adianta ficar discutindo o passado. Eu acredito que muita coisa que a gente passou, da pandemia até agora, ninguém tem certeza exatamente do que deu certo, o que não deu", declarou a jornalistas.
Lottenberg é graduado em medicina pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo e atualmente preside o Conselho Deliberativo da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, o Instituto Coalizão Saúde e a Confederação Israelita do Brasil (Conib).
A agenda de Bolsonaro no litoral fluminense incluiu compromissos com uma motocarreata e uma barqueata. Acompanhavam o candidato seu vice, Alfredo Gaspar (PL), o candidato ao governo do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL), os candidatos ao Senado Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL), além do candidato a deputado federal Renato Araújo (PL-RJ).
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