Embraer entrega 65 aeronaves no 2º trimestre e marca melhor desempenho em 16 anos
A Embraer registrou nesta quinta-feira um novo recorde ao entregar 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, representando aumento de 7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Trata-se do melhor desempenho de entregas da companhia para este trimestre em 16 anos.
O resultado foi ainda mais expressivo na comparação com o primeiro trimestre, quando a empresa entregou 44 aeronaves. Em relação àquele período, o crescimento foi de 48%. No acumulado do primeiro semestre de 2026, a Embraer entregou um total de 109 aeronaves, volume 20% superior às 91 unidades entregues no primeiro semestre de 2025.
No segmento de aviação comercial, foram entregues 20 aeronaves no trimestre, incluindo seis unidades do modelo E195-E2, o maior jato da Embraer em produção nessa categoria. Este resultado representa crescimento de 5% em relação ao segundo trimestre de 2025, quando foram entregues 19 aeronaves. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o avanço foi ainda mais pronunciado, com crescimento de 100%, já que apenas 10 aeronaves haviam sido entregues no período anterior.
A divisão de aviação executiva apresentou desempenho robusto, com 45 jatos entregues no segundo trimestre. Este volume representa avanço de 55% em relação ao primeiro trimestre e crescimento de 18% frente ao mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo maior volume de entregas de jatos de pequeno e médio porte, refletindo a demanda sólida do setor e ganhos de eficiência operacional. Não houve entregas no segmento de defesa e segurança durante o período.
A companhia atribui o desempenho à continuidade das iniciativas para nivelamento da produção. Para 2026, a Embraer projeta entregar entre 80 e 85 aeronaves na aviação comercial e entre 160 e 170 na aviação executiva, o que representa crescimento médio anual de aproximadamente 6% em ambos os segmentos.
A ação da Embraer encerrou o primeiro semestre em queda de 6,20%, em meio ao aumento da aversão ao risco provocado pelo conflito no Irã, que elevou o preço do petróleo e exerceu pressão sobre o setor aéreo. Apesar do contexto desafiador, o BTG Pactual manteve recomendação de compra para os ADRs da fabricante brasileira negociados em Nova York, com potencial de valorização estimado em até 57%. Analistas indicam que a Embraer vive momento favorável, sustentado por fatores como crescimento da carteira de pedidos, melhora gradual da cadeia de suprimentos, aceleração das entregas e perspectivas positivas para todas as suas divisões.
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