KNCR11 e KNSC11 pagam dividendos mensais acima de 1%; confira valores
O fundo imobiliário KNCR11 manterá a distribuição de R$ 1,10 por cota referente a junho de 2026, repetindo o mesmo valor dos dois meses anteriores. O pagamento ocorrerá em 13 de julho de 2026. Terá direito aos proventos quem estiver posicionado até o encerramento do pregão de 30 de junho de 2026, data-base da distribuição. Após essa data, as cotas passam a ser negociadas ex-dividendos.
Com base na cotação de fechamento de junho de R$ 107,89, os rendimentos do KNCR11 representam um dividend yield mensal aproximado de 1,02%. A remuneração é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas que cumpram as condições previstas em lei. Na competência anterior, referente a maio, a distribuição correspondeu a 1,08% quando calculada sobre a cota média de ingresso de R$ 102,12. Esse nível significou 100% da taxa DI do período, ou 118% do CDI quando aplicado o gross-up de imposto de renda à alíquota de 15%.
No mercado secundário, o fundo imobiliário KNCR11 movimentou R$ 495,54 milhões em maio, com liquidez média diária de cerca de R$ 24,78 milhões, indicando presença relevante entre os fundos imobiliários negociados na B3.
Ao fim de maio, o Kinea Rendimentos Imobiliários alocava 78,0% do patrimônio líquido em ativos-alvo, 15,1% em LCI e 6,9% em instrumentos de caixa. A exposição segue concentrada em crédito imobiliário atrelado ao CDI. A fatia em CRIs indexados ao CDI somava 77,8% do patrimônio, com remuneração média marcada a mercado de CDI + 2,08% ao ano e prazo médio de 3,9 anos. Por indexador, a carteira era composta por CDI (93,0%), Selic (6,9%) e IPCA (0,1%). As LCIs, que representam 15,1% da alocação, pagam 94% do CDI e são isentas de imposto de renda. O caixa, com 6,9%, é formado por títulos públicos federais que rendem 100% do CDI líquido. No agregado, a carteira apresentava saldo de aquisição de R$ 10.979,1 milhões e saldo MTM de R$ 10.964,2 milhões, com prazo médio de 3,0 anos.
O fundo detém 89 ativos na classe de CRIs, destacando-se o CRI JHSF Malls II, com taxa MTM de CDI + 2,25% e saldo de R$ 425,5 milhões (3,9% da carteira), e o CRI JHSF Malls, a CDI + 2,06% e R$ 325,9 milhões (3,0%). Completam a lista o CRI Brookfield BR12 (CDI + 2,03%, R$ 308,6 milhões, 2,8%), o CRI Brookfield Edifício Sigma (CDI + 1,78%, R$ 299,4 milhões, 2,7%), e o CRI Extrema Business Park (CDI + 1,98%, R$ 293,9 milhões, 2,7%).
Paralelamente, os cotistas do KNSC11 receberão R$ 0,10 por cota, referentes a junho de 2026, pelo terceiro mês seguido no mesmo patamar. Terá direito ao provento quem estava posicionado no fechamento do pregão de 30 de junho, com pagamento agendado para 13 de julho. Considerando R$ 9,18, preço da cota no último dia útil de junho, o dividendo corresponde a um retorno mensal aproximado de 1,09%, com isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas.
Referente ao mês de maio, os rendimentos do KNSC11 equivaleram a 101% do DI, ou a 119% do CDI após aplicado o gross-up de 15% de imposto. No período, a negociação das cotas somou R$ 109,31 milhões, com média diária próxima de R$ 5,47 milhões.
Em maio, o fundo KNSC11 adicionou R$ 67,3 milhões em novos CRIs, com remuneração média a IPCA + 10,29%, todos estruturados com alienação fiduciária e subordinação. As aquisições foram majoritariamente de home equity. Na Creditas, investiu R$ 19,4 milhões na série sênior A da operação 151, a IPCA + 10,47%, e R$ 10,3 milhões na sênior B, a IPCA + 10,82%, ambas lastreadas em recebíveis originados pela fintech. A Galleria Bank originou duas parcelas da operação 125, com lastro em home equity e LTV baixo, em torno de 38%: R$ 17,9 milhões na sênior, a IPCA + 9,75%, e R$ 15,8 milhões na mezanino, a IPCA + 11,75%. O CRI Crediblue 159, apoiado em recebíveis de home equity e LTV ao redor de 45%, recebeu R$ 3,8 milhões na série sênior, a IPCA + 9,40%.
Ao fim de maio, o Kinea Securities registrava 101,3% do patrimônio em ativos-alvo, somando CRI e FII, além de 2,6% em LCI e 6,2% em caixa. A maior parte do crédito está atrelada à inflação, com 63,9% do patrimônio em CRIs indexados ao IPCA, marcados a mercado em 10,56% ao ano, adquiridos a uma média de 8,23% e com prazo médio de 7,5 anos. Os papéis atrelados ao CDI correspondem a 37,3%, com MTM de 3,19% ao ano e prazo médio de 3,7 anos. Somadas as LCIs a 96% do CDI e o caixa a 100% do CDI líquido, a carteira do FII KNSC11 alcança 110,0% do patrimônio, com prazo médio de 6,2 anos e duration de 2,6 anos.
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