Dow Jones sobe com acordo de paz entre EUA e Irã; petróleo recua
Os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta nesta quinta-feira, após o presidente Donald Trump assinar um acordo preliminar com o Irã para encerrar o conflito entre os dois países. O memorando foi assinado na noite de quarta-feira pelo presidente americano e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, após Trump participar de um jantar relacionado à cúpula do G7 no Palácio de Versalhes, na França, conforme informado pela Casa Branca.
O acordo, que antecipou o cronograma inicialmente previsto para sua entrada em vigor, viabiliza a reabertura do Estreito de Ormuz ao tráfego comercial e abre caminho para a retirada gradual das sanções impostas ao petróleo iraniano. O conflito que o acordo busca encerrar teve início quando forças dos Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em 28 de fevereiro. As autoridades norte-americanas e iranianas também afirmaram estar de acordo em suspender o bloqueio americano ao Irã.
Apesar da assinatura do memorando, as negociações ainda devem prosseguir pelos próximos 60 dias para tratar de temas mais sensíveis, como o programa nuclear de Teerã. O pacto enfrentou oposição de parlamentares republicanos, que o classificaram como uma concessão favorável a Teerã.
No mercado, a perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio pressiona os preços do petróleo para baixo. Os contratos futuros do petróleo recuam 0,9%, com o WTI cotado a 75,33 dólares. Entre os índices futuros americanos, o Dow Jones Futuro sobe 0,55%, o S&P 500 Futuro avança 0,87% e o Nasdaq Futuro ganha 1,50%.
Em contexto mais amplo de política monetária, o Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas em sua quarta reunião consecutiva. A autoridade monetária classificou o crescimento da economia como sólido, destacando os fortes ganhos de produtividade e o aumento dos investimentos em capital. No comunicado, o Fed reforçou que a inflação passou a representar uma preocupação maior do que a desaceleração do mercado de trabalho. As projeções divulgadas após a reunião mostraram um cenário dividido, com cerca de metade dos dirigentes do Fed a prever novas altas de juros ainda neste ano.
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