Dow Jones Futuro cai com foco em negociações entre EUA e Irã e inflação
Os índices futuros de Nova York operam em baixa nesta segunda-feira, à medida que investidores monitoram sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã e aguardam a divulgação de um dos indicadores de inflação mais importantes para a política monetária americana. O Dow Jones Futuro recua 0,12%, enquanto o S&P 500 Futuro cai 0,21% e o Nasdaq Futuro registra queda de 0,09%.
Na quinta-feira será divulgado o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês), referente a maio. O indicador é a medida de inflação preferida do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e deve mostrar aceleração em relação ao mês anterior, mesmo ao se considerar o núcleo do índice, que exclui os componentes mais voláteis, como alimentos e energia, segundo estimativas compiladas pela FactSet. Após a reunião do Fed na semana passada, marcada por uma postura mais agressiva em relação à inflação, as expectativas de um aumento da taxa de juros foram antecipadas para outubro.
No front diplomático, Teerã e Washington fizeram progressos encorajadores nas negociações de paz na Suíça, segundo mediadores. Os representantes dos dois países concordaram com um roteiro para selar um acordo final dentro de 60 dias. O movimento diplomático aliviou parte da tensão causada pela ameaça do presidente dos EUA, Donald Trump, de ataques ao Irã caso o país não controle as ações do Hezbollah contra Israel. As conversas começaram sob os termos de um memorando de entendimento firmado na semana passada para estender um frágil cessar-fogo vigente desde abril por pelo menos mais 60 dias.
Os preços do petróleo refletem o progresso das negociações. O Brent recuava 56 centavos, ou 0,70%, para US$ 80,01 por barril, após ter atingido US$ 82,30 no início das negociações, quando havia maior turbulência nas conversas. Os futuros do petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA estavam em US$ 76,06 por barril, apresentando alta de 21 centavos, ou 0,28%. Sugandha Sachdeva, fundadora da SS WealthStreet, uma empresa de pesquisa sediada em Nova Délhi, afirmou que a queda foi impulsionada principalmente pela melhora das perspectivas de um avanço diplomático entre os Estados Unidos e o Irã, reavivanado as esperanças de que as sanções contra o Irã possam eventualmente ser flexibilizadas.
Os mercados europeus operam majoritariamente em baixa. O STOXX 600 recua 0,13%, o DAX recua 0,06%, o FTSE 100 cai 0,07%, o CAC 40 recua 0,35% e o FTSE MIB registra queda de 0,52%. As ações do setor varejista e da construção civil lideram as perdas, recuando 0,66% e 0,55%, respectivamente. No Reino Unido, aliados de Keir Starmer esperam que ele divulgue em breve um cronograma para sua saída, colocando a Grã-Bretanha a caminho de ter seu sétimo primeiro-ministro em uma década e abrindo caminho para que Andy Burnham o substitua.
Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos. O Nikkei, do Japão, atingiu um novo recorde, subindo 1,55% e encerrando o pregão em 72.353,96 pontos, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,69%, fechando em 9.114,55 pontos. O Shanghai SE avançou 1,78%, o Hang Seng Index recuou 0,65%, o Nifty 50 da Índia subiu 0,44% e o ASX 200 da Austrália caiu 0,14%.
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