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Dólar avança e abre oportunidades para exportadoras brasileiras

🕐 29/10/2026 às 10:00 👁 2 visualizações
Dólar avança e abre oportunidades para exportadoras brasileiras
O dólar opera em alta ante o real nesta quinta-feira, acompanhando movimento internacional. Empresas como Vale, Suzano e Embraer podem se beneficiar da valorização da moeda americana.

O dólar avança perante o real nesta quinta-feira, em sintonia com o movimento da moeda norte-americana frente a outras divisas de países emergentes no exterior. No mercado doméstico, investidores continuam acompanhando os desdobramentos políticos e econômicos decorrentes da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Às 9h13, o dólar à vista operava com variação positiva de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,357 na venda, enquanto a cotação de compra marcava R$ 5,356. O dólar futuro para novembro apresentava leve recuo de 0,01% na B3, aos R$ 5,348.

O movimento de alta da moeda americana foi impulsionado após o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) manter os juros conforme esperado, mas sinalizar que os próximos dados de inflação serão determinantes para as decisões futuras de política monetária. Essa comunicação deixou investidores incertos sobre a trajetória das taxas. De acordo com a ferramenta FedWatch, os investidores estão precificando uma probabilidade de 78% de um aumento das taxas de juros em dezembro.

A valorização do dólar cria cenários distintos para diferentes setores da economia brasileira. Empresas com receitas relevantes no exterior podem encontrar uma vantagem justamente na desvalorização do real, conforme apontam análises do JPMorgan e do BTG Pactual. O movimento ganhou força após o segundo turno das eleições presidenciais. Na segunda-feira, o dólar avançou 8,25%, encerrando o pregão a R$ 5,403, enquanto o Ibovespa despencou 13,88%. Na contramão da Bolsa, exportadoras como Suzano, Vale e Embraer terminaram o dia em alta.

A explicação reside no câmbio: empresas que recebem em dólar e mantêm parte dos custos em reais conseguem aumentar suas receitas convertidas para a moeda brasileira quando o real perde valor. Segundo análises do JPMorgan, uma desvalorização de R$ 0,20 do real pode elevar o Ebitda da Suzano entre 5% e 6%, da Vale entre 4,5% e 5% e da Gerdau entre 4% e 5%. A Suzano é favorecida pela receita com exportações de celulose, enquanto a Vale comercializa minério de ferro no mercado internacional. A Gerdau, por sua vez, conta com presença importante nos Estados Unidos, reforçando sua exposição ao mercado americano.

Outras três companhias entram no radar de oportunidades: Embraer, WEG e Klabin. Em análise sobre o novo cenário cambial, o BTG Pactual calcula que, em uma simulação com o dólar passando de R$ 5,50 para R$ 6, o lucro líquido projetado para 2027 poderia aumentar 11% na WEG e 8% na Embraer. A Klabin, assim como a Suzano, possui receitas relevantes com papel e celulose no exterior, o que pode favorecer seus resultados em reais.

Cabe notar, porém, que dólar alto não necessariamente significa valorização garantida para todas as exportadoras. Embora o câmbio mais elevado possa impulsionar receitas, também pode encarecer matérias-primas, dívidas e outros custos atrelados à moeda americana. O impacto final depende da exposição cambial de cada companhia, de seus contratos de proteção e das condições dos mercados em que atua.

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Ativos mencionados
BPAC11 VALE3 WEGE3
Fontes
🔗 InfoMoney (fonte principal) 🔗 Suno: Dólar dispara: 6 ações podem sair ganhando com a alta da moeda

Matéria reescrita por inteligência artificial do Pense Mercado a partir das fontes acima, sob as regras da nossa política editorial. Não constitui recomendação de investimento.

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