Corte da Selic leva Brasil ao 2º lugar em juros reais mundiais
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira, levando a taxa básica de juros do Brasil a 14% ao ano. A decisão resultou em alteração significativa na posição do país no cenário internacional de taxas de juros reais.
Com o corte, o Brasil passou a ocupar o segundo lugar no ranking dos maiores juros reais do mundo, com taxa real de 9,33%. O cálculo do juro real é obtido pela subtração da inflação da taxa básica de juros. A Rússia lidera o ranking com juro real de 9,67%, seguida pelo Brasil. O México ocupa a terceira posição com 5,09%.
Na reunião anterior do Copom, o Brasil havia liderado esse mesmo ranking. Conforme simulações apresentadas, o país manteria a segunda posição mesmo em cenários alternativos: caso o Copom tivesse mantido os juros em 14,25%, o juro real seria de 9,37%; se tivesse optado por um corte de 0,50 ponto percentual, chegaria a 9,20%.
O ranking foi elaborado pela Money You e Lev Intelligence, sob liderança do economista Jason Vieira. O relatório considera as 40 maiores economias globais e destaca perspectivas inflacionárias relevantes. Segundo Vieira, "as perspectivas inflacionárias foram majoritariamente revisadas para cima nos países do ranking, criando uma série maior de juros reais negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio, com forte caráter inflacionário".
Em análise ampla que contempla 164 países, 84,15% mantiveram os juros nas últimas decisões, 4,88% elevaram e 10,98% cortaram. Na amostra dos 40 maiores países, 85% mantiveram as taxas, enquanto 7,50% elevaram e 7,50% cortaram.
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