Cogna (COGN3) tem lucro ajustado de R$ 210,2 milhões no 2T, alta de 18%
A Cogna Educação (COGN3) divulgou nesta quarta-feira (12) os resultados do segundo trimestre de 2026, registrando lucro líquido ajustado de R$ 210,2 milhões, alta de 18,1% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi anunciado em meio a um cenário de maior complexidade regulatória no setor de Educação Superior, com impactos do Novo Marco Regulatório que impulsionou a migração de alunos para os formatos presencial e semipresencial.
A receita líquida da companhia somou R$ 1.960,7 milhões no trimestre, crescimento de 17,8% frente ao segundo trimestre de 2025. No acumulado do primeiro semestre, o total atingiu R$ 4.106,9 milhões, avanço de 24,7% sobre o mesmo período de 2025. No primeiro semestre, o lucro líquido chegou a R$ 290,3 milhões, avanço de 35,7% na comparação anual, e o lucro líquido ajustado alcançou R$ 411 milhões, crescimento de 23,6%.
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) Recorrente cresceu 6,8%, para R$ 589,4 milhões, porém com pressão de 3,0 pontos percentuais na margem. No semestre, o EBITDA recorrente cresceu 14,6%, para R$ 1,27 bilhão, com queda de 2,7 pontos percentuais na margem. De acordo com a companhia, a pressão nas margens veio principalmente da redução da margem da Educação Superior em meio ao aumento da presencialidade. O lucro líquido contábil sumou R$ 148,9 milhões, alta de 25,3% ante o mesmo período do ano anterior.
Em entrevista ao InfoMoney, o CEO Roberto Valério classificou o período como "mais um trimestre excelente", afirmando que "o segundo trimestre foi mais um trimestre excelente para nós, em todas as linhas: receita, Ebitda, lucro líquido, geração de caixa, redução de dívida". O executivo também destacou que "quando a gente olha o semestre, então, foi um semestre espetacular, especialmente do ponto de vista de geração de caixa livre". Valério ressaltou a força da diversificação do portfólio da companhia como fator de destaque.
Os indicadores prioritários para a companhia hoje são lucro líquido e geração de caixa livre. A Geração de Caixa Livre somou R$ 251,9 milhões no trimestre, alta de 87,8%, e está subindo quase 78% no ano. Segundo o CEO, os principais destinos do capital foram: pagamento de dividendos no valor de quase R$ 29 milhões, compra do Educbank e redução da dívida de R$ 21 milhões. No trimestre, o lucro líquido cresceu 25% na contabilização e 35% no acumulado anual, enquanto a geração de caixa livre subiu 88% no trimestre.
A dívida líquida recuou para R$ 2.775,4 milhões, levando a alavancagem a 1,10x o EBITDA ajustado, marcando a menor da história da companhia desde a transformação. O avanço do lucro refletiu principalmente o crescimento do resultado operacional, a redução de itens não recorrentes e a menor despesa com imposto de renda e contribuição social.
A Educação Básica, que reúne as operações de Vasta e Saber, foi destaque com receita líquida de R$ 650,2 milhões no segundo trimestre de 2026, avanço de 50,5% em um ano. O EBITDA recorrente saltou 62,7%, para R$ 74 milhões, com expansão de 0,9 ponto percentual na margem. O principal destaque foi o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), cuja receita chegou a R$ 124,1 milhões, alta de 457,8% sobre o segundo trimestre de 2025. A companhia explicou que parte do faturamento, originalmente previsto para o quarto trimestre de 2025, foi deslocada para o primeiro e o segundo trimestres de 2026 devido ao calendário de compras do governo federal. A Cogna também ampliou em 8 pontos percentuais sua participação no PNLD, alcançando 30% de market share, ganho que fortalece tanto a receita do ciclo de vendas de 2026 quanto a base de receitas recorrentes decorrente de recompras nos anos seguintes.
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