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COGN3 Cogna Educacao S.A.

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Sobre a empresa

A Cogna Educação é um dos maiores grupos educacionais do Brasil, com ações negociadas na B3 sob o ticker COGN3. A empresa atua de forma abrangente no setor de serviços educacionais, operando desde a educação básica até o ensino superior, tanto em modalidades presenciais quanto a distância (EAD). Entre suas principais marcas e subsidiárias estão a Kroton, voltada ao ensino superior, a Vasta Plataforma de Educação, que oferece soluções educacionais para escolas particulares de educação básica, e a Saber, que atuou no segmento de escolas próprias de educação básica. A Cogna atende um público amplo e diversificado, que inclui estudantes universitários, escolas parceiras e instituições de ensino privado em todo o território nacional. No segmento de ensino superior, a Kroton é reconhecida como uma das maiores operadoras de cursos de graduação e pós-graduação do país, com forte presença no modelo EAD, que permite escalar o atendimento a estudantes em regiões com menor oferta de ensino presencial. Já a Vasta se posiciona como uma plataforma de soluções integradas para escolas, oferecendo sistemas de ensino, materiais didáticos, tecnologia educacional e serviços de gestão escolar. A companhia passou por um processo de reestruturação e reorganização de seus negócios ao longo dos anos, buscando maior eficiência operacional e foco em segmentos estratégicos. Pelo tamanho de sua base de alunos e pela diversidade de seus serviços educacionais, a Cogna Educação ocupa uma posição de destaque e relevância no mercado de educação privada brasileiro.

📊
Página Oficial
Relacionamento com Investidores
ri.cogna.com.br
Dados do Dia
Abertura
R$ 2,37
Máxima
R$ 2,38
Mínima
R$ 2,29
Volume
16.759.400
Máx 52 semanas
R$ 4,75
Mín 52 semanas
R$ 2,14
Market Cap
R$ 4,82B
Indicadores Fundamentalistas
P/L
00,00
P/VP
00,00
DY 12m
00,00
EPS
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ROE
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Marg. Liq.
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Análise de Cogna Educacao S.A. (COGN3)

Recuperação de receita é real, mas a queda do lucro em 2025 e o ROE abaixo da Selic exigem confirmação de que o turnaround é sustentável antes de qualquer avaliação mais positiva.

Leitura: Melhor esperar novos resultados

Cogna (COGN3) apresenta múltiplos baratos (P/L 7,2, P/VP 0,53) e crescimento de receita consistente, mas o lucro recuou 38,3% em 2025 após a recuperação de 2024, o ROE de 4,7% fica abaixo da Selic de 14,25% e o histórico inclui três anos consecutivos de prejuízo. A melhora operacional captada pelo Piotroski (F-Score 6/9) é um ponto positivo a acompanhar, porém insuficiente para compensar os riscos no curto prazo. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor.

Qualidade dos fundamentos de COGN3

As notas refletem uma fotografia contraditória: Graham (82) valoriza os múltiplos baixos e a dívida controlada, enquanto Buffett (34) e Lynch (19) penalizam duramente a inconsistência de lucros (prejuízo em 4 dos últimos anos identificados), ROE baixo e crescimento de lucro negativo (-38,3%). Piotroski (67, F-Score 6/9) captura a melhora operacional recente. O perfil agregado resulta em notas neutras a negativas (Longo Prazo 48, Oportunidade 39, Dividendos 50), refletindo um ativo em recuperação, mas ainda sem fundamentos consolidados.

Receita cresceu consistentemente de R$ 4,8 bi (2021) a R$ 7,0 bi (2025), com crescimento anual de 15,9% no período mais recente. Isso é o ponto positivo mais robusto da tese.

Dívida total de R$ 8,3 bi contra patrimônio líquido resultando em índice dívida/PL de 0,61, considerado controlado pelo dossiê. O Piotroski nota alavancagem cadente, o que é sinal positivo de tendência.

Vantagem competitiva (Fraco): A lente Buffett aponta margem fina (8,4%) e ROE baixo (4,7%), sinais de ausência de vantagem competitiva durável. A margem bruta de 66,9% sugere poder de precificação no ensino, mas a conversão para lucro líquido é muito baixa, indicando estrutura de custos elevada.

Dividendos: Pagamentos ocorreram em apenas 2 dos últimos 7 anos mapeados (2025 e 2026), com DY de 5,0% sobre o preço atual. O histórico irregular e a margem líquida de 8,4% limitam a previsibilidade dos proventos.

Valuation de COGN3

Sob premissas de múltiplos, o P/L de 7,2 e P/VP de 0,53 indicam que o mercado precifica o ativo com desconto relevante. O Número de Graham de R$ 3,80 (conforme dossiê) aponta para potencial upside sobre o preço atual de R$ 2,40, sob estas premissas específicas.

Faixa de valor estimada (condicional às premissas): R$ 2,00 a R$ 4,00.

O intervalo acima é puramente ilustrativo e condicional às premissas listadas. Lucros voláteis e histórico de prejuízos tornam qualquer modelo de valuation especialmente sensível a pequenas variações nas margens. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor.

Riscos de COGN3

  • Lucro caiu 38,3% no período mais recente, sinalizando pressão sobre rentabilidade apesar do crescimento de receita
  • Histórico de prejuízo em anos recentes (2021, 2022, 2023) reduz previsibilidade e credibilidade do lucro atual
  • Selic em 14,25% cria custo de oportunidade elevado frente ao ROE de 4,7%, desfavorecendo a tese de criação de valor
  • Pagamento de dividendos altamente irregular (2 de 7 anos), comprometendo tese de renda
  • Momentum no percentil 20 do universo indica desempenho relativo fraco recente, ponto de atenção técnico e fundamentalista

Com Selic em 14,25% e CDI em 14,15%, o custo de oportunidade da renda fixa é alto, pressionando múltiplos de ativos com ROE de 4,7%, abaixo da taxa livre de risco. A dívida de R$ 8,3 bi também tem custo de refinanciamento elevado neste ambiente.

O setor de educação privada é moderadamente cíclico: sensível à renda das famílias, ao emprego formal e às políticas de crédito estudantil (FIES/ProUni). Expansões e retrações do crédito educacional impactam diretamente a captação.

Em cenário recessivo, inadimplência de alunos tende a subir e captação cai, comprimindo margens já finas (8,4%). O histórico de prejuízos em 2021, 2022 e 2023 demonstra que a empresa já enfrentou ciclos adversos com resultado negativo.

Resultados e o que acompanhar em COGN3

Receita cresceu de R$ 4,8 bi (2021) a R$ 7,0 bi (2025), trajetória consistente. Contudo, o lucro líquido foi negativo em 2021, 2022 e 2023, voltou positivo em 2024 (R$ 991 mi) e recuou para R$ 586 mi em 2025, queda de 38,3%, quebrando a expectativa de recuperação sustentada.

  • Evolução da margem líquida (atualmente 8,4%) e sua consistência trimestral
  • Crescimento do lucro líquido e ROE (atualmente 4,7%), para avaliar se a recuperação de 2024 se consolida
  • Perfil de vencimentos da dívida de R$ 8,3 bi e custo médio de captação em ambiente de Selic elevada

Cenário construtivo (hipótese): HIPÓTESE: se a margem líquida retornar ao patamar de 2024, com receita crescendo acima de 10%, o lucro pode se aproximar de R$ 800 mi a R$ 1 bi, tornando o P/L atual de 7,2 ainda mais atrativo e potencialmente justificando reavaliação pelo mercado.

Cenário de atenção (hipótese): HIPÓTESE: se a queda de lucro de 2025 refletir pressão estrutural de custos ou inadimplência crescente, e não apenas efeito pontual, a margem pode continuar comprimida, mantendo ROE abaixo da Selic e reforçando o veredito de Venda para o perfil Oportunidade.

Para qual perfil COGN3 faz sentido

Perfis aderentes: Investidor de perfil arrojado com horizonte longo, disposto a tolerar volatilidade e histórico de prejuízos em troca de potencial de recuperação (turnaround), Investidor que já possui posição em renda fixa sólida e busca alocação satélite especulativa em teses de recuperação setorial

Horizonte sugerido: Mínimo 3 a 5 anos, dado que a categoria Lynch é Turnaround: teses desse tipo demandam tempo para que a reestruturação operacional se reflita nos fundamentos e no preço.

Satélite, com posição reduzida. Não adequado como ativo core dada a volatilidade de lucros, ROE abaixo da Selic e histórico de prejuízos recentes.

Com CDI em 14,15% e IPCA em 4,64%, a renda fixa oferece retorno real positivo e previsível, muito superior ao ROE de 4,7% da Cogna (COGN3). O DY de 5,0% também fica abaixo do CDI, o que enfraquece a tese de renda. O ativo precisaria de valorização de capital para competir com alternativas conservadoras no cenário atual.

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