Bolsas europeias sobem com avanços nas negociações EUA-Irã e queda do petróleo
As bolsas europeias registraram desempenho positivo nesta segunda-feira, com investidores avaliando os últimos desenvolvimentos nas negociações entre Estados Unidos e Irã e repercussões políticas no Reino Unido. O índice pan-europeu STOXX 600 encerrou a sessão com alta de 0,6%, revertendo duas sessões consecutivas de quedas.
Os bancos britânicos lideraram os ganhos do dia. O Barclays avançou 3,9%, o NatWest subiu 4% e o Standard Chartered ganhou 1,3%. O índice bancário como um todo registrou valorização de 1,4%. Este movimento foi impulsionado pelo anúncio da renúncia do primeiro-ministro Keir Starmer nesta segunda-feira, que abre caminho para uma transferência ordenada do poder. Conforme informações das fontes, Andy Burnham é o favorito do Partido Trabalhista para sucedê-lo e pode se tornar o sétimo líder do Reino Unido em 10 anos já no próximo mês.
Segundo Michael Field, estrategista de ações da Morningstar, o recente enfraquecimento do domínio do Partido Trabalhista sobre o eleitorado afetou negativamente a percepção do Reino Unido como um destino para investimentos. Field afirma que a possível eleição de um candidato popular como Andy Burnham provavelmente melhoraria a percepção do mercado.
No front geopolítico, Washington e Teerã chegaram a um pacto sobre um roteiro para um acordo de paz definitivo e medidas para proteger a navegação pelo Estreito de Ormuz, conforme informaram os mediadores Catar e Paquistão. O vice-presidente americano JD Vance afirmou que as negociações estabelecem uma boa base para um acordo de paz definitivo. O Tesouro dos EUA também autorizou, por 60 dias, a importação de petróleo bruto e derivados de origem iraniana. Esta perspectiva de normalização da oferta global derrubou os preços do petróleo tipo Brent em 2%, para menos de US$ 80 o barril.
Apesar do progresso nas negociações, incerteza persiste no cenário. Teerã declarou o fechamento da via navegável no domingo, alegando que os combates entre Israel e o Líbano não haviam cessado.
Os principais índices europeus apresentaram performance variada. Em Londres, o Financial Times avançou 0,72%, encerrando em 10.437,85 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,62%, para 25.139,69 pontos. Em Madrid, o Ibex-35 registrou alta de 1,01%, atingindo 19.542,30 pontos. Em Lisboa, o PSI20 valorizou-se 0,72%, fechando em 9.168,22 pontos. Paris apresentou desempenho negativo, com o CAC-40 perdendo 0,25% e encerrando em 8.400,11 pontos. Milão também recuou, com o índice Ftse/Mib desvalorizando-se 0,10%, para 52.796,78 pontos.
Os mercados de renda fixa também refletiram o alívio nas tensões geopolíticas. As taxas do Tesouro Direto reverteram a alta da manhã e passaram a operar em queda, afastando-se das máximas com a redução dos prêmios de inflação embutidos na curva de juros. O Tesouro Prefixado 2029 cedeu para 14,78%, o Prefixado 2032 caiu para 14,74%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou para 14,56%. O IPCA+ 2032 recuou para 8,44%, enquanto o IPCA+ 2040 caiu para 7,50% e o IPCA+ 2050 foi a 7,15%.
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