Bolsas europeias fecham sem direção única com foco em balanços e negociações do Oriente Médio
As bolsas europeias fecharam a quarta-feira, 5, sem direção única, com investidores monitorando tanto os balanços corporativos quanto a possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos e o Irã que pudesse reabrir o Estreito de Ormuz.
O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,03% a 0,04%, atingindo 657,04 a 657,14 pontos e marcando um novo recorde. Entre os principais índices nacionais, o desempenho foi misto: o FTSE 100 de Londres subiu 0,08% para 10.888,30 pontos, enquanto o CAC 40 de Paris avançou 0,03% para 8.669,30 pontos. O Ibex 35 de Madri ganhou 0,16% a 20.054,80 pontos, e o PSI 20 de Lisboa registrou alta de 0,08% para 9.176,10 pontos. Em contraponto, o DAX de Frankfurt caiu entre 0,24% e 0,29%, fechando a 26.126,30 ou 26.139,03 pontos, enquanto o FTSE MIB de Milão cedeu 0,18% para 53.446,80 pontos.
No cenário geopolítico, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na madrugada que um acordo sobre o Estreito de Ormuz poderia ser fechado naquela quarta ou quinta-feira. Além disso, os EUA removeram sanções de contraterrorismo contra empresas do Iraque ligadas ao regime iraniano, conforme informado pelo Departamento do Tesouro americano, medida que representava uma pré-condição de Teerã para avançar em negociações de paz. No entanto, a região continuou marcada por tensões: um navio foi atingido ao passar pelo Estreito de Ormuz, e os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmaram ter atingido uma embarcação saudita no Mar Vermelho. Apesar desses incidentes, os preços do petróleo operaram em baixa.
Os dados macroeconômicos também contribuíram para o sentimento do mercado. O índice dos gerentes de compras (PMI) de serviços da zona do euro atingiu o maior nível em cinco meses, segundo pesquisa final da S&P Global, com o mesmo indicador para a Alemanha e Reino Unido também sendo revisado para cima. No entanto, o índice de preços ao produtor (PPI) da zona do euro subiu 4,6% na comparação anual de junho.
Entre os destaques do pregão, a Glencore avançou cerca de 4% em Londres após divulgar lucro semestral forte e anunciar planos de buscar uma listagem secundária no mercado acionário da Austrália. A Heineken subiu 2,42% em Amsterdã ao registrar aceleração no crescimento dos volumes, o que impulsionou seus resultados. Em sentido contrário, a Novo Nordisk caiu mais de 4% em Copenhague, pressionada por vendas abaixo do esperado do novo Wegovy em comprimidos, apesar de ter melhorado suas projeções para 2026. A Siemens Energy perdeu 0,25% em Frankfurt após divulgação de seus lucros.
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