Bolsas europeias fecham mistas com petróleo em alta e preocupações com IA
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com a maioria dos índices operando em queda. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou as negociações com baixa de 0,31%, aos 635,77 pontos. Entre os principais mercados, o FTSE 100 em Londres caiu 0,32%, a 10.690,36 pontos; o DAX em Frankfurt recuou 0,75%, a 25.181,65 pontos; e o CAC 40 em Paris teve perda de 0,36%, a 7.782,82 pontos. Na contramão, o FTSE MIB em Milão avançou 0,36%, a 48.558,86 pontos, o Ibex 35 em Madri subiu 0,23%, a 18.957,30 pontos, e o PSI 20 em Lisboa ganhou 0,07%, a 9.244,62 pontos.
O comportamento misto refletiu múltiplos fatores de pressão sobre o sentimento dos investidores. Indicadores de atividade econômica apresentaram resultados mistos, com o índice de gerentes de compras composto da zona do euro caindo a 51,9 em outubro, menor nível em quatro meses. Para a Capital Economics, o dado ainda aponta crescimento resiliente, embora a energia mais cara pressione a indústria. O ING, por sua vez, identificou a França como principal foco de fraqueza na região, após o PMI francês recuar a 48,4, nível que indica contração. A crise política na França também pesou no sentimento dos investidores durante o pregão.
Os balanços corporativos trouxeram volatilidade significativa a ações individuais. Em Paris, a Kering tombou 16% após a dona da Gucci registrar queda nas vendas da marca no terceiro trimestre. A Safran recuou 10,3%, apesar de divulgar crescimento de quase 15% na receita e manter suas projeções anuais. Em Estocolmo, a Volvo Car despencou 23,6% após reportar retração de quase 50% nas vendas na China e ampliar seu plano de cortes de empregos.
Preocupações com investimentos em inteligência artificial também afetaram o desempenho dos mercados. O subíndice de tecnologia no Stoxx 600 caiu 0,9%. No setor de semicondutores, a ASML cedeu 1,1%, ASM International caiu 2,3% e Infineon recuou 2,8%. Em Frankfurt, a SAP registrou queda de 0,5% e a Mercedes-Benz caiu 1,6%, enquanto em Londres a Rolls-Royce desabou 7,2%.
O avanço dos preços do petróleo, impulsionado pelo temor de nova escalada das tensões no Oriente Médio, beneficiou o setor de energia. O Brent operou acima de US$ 110 por barril durante o pregão. A Eni subiu 6,1% em Milão, a Repsol avançou 4,7% em Madri e a Galp ganhou 3,6% em Lisboa, ajudando a sustentar os índices europeus e limitando as perdas no fechamento.
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