Bolsas europeias fecham em alta com PMIs melhores e impulso do setor tech
As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, 2, em sessão de liquidez reduzida devido ao feriado da Independência nos Estados Unidos. O movimento foi sustentado pela recuperação das ações de tecnologia e pelo apetite por risco dos investidores, reforçado por dados recentes dos EUA que sinalizam uma possível postura menos restritiva do Federal Reserve (Fed).
Todos os principais índices europeus registraram ganhos. Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,25%, a 10.679,03 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,85%, a 25.797,48 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,39%, a 8.508,07 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,75%, a 52.818,85 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,93%, a 19.854,90 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 registrou o maior ganho, com alta de 1,40%, a 9.328,28 pontos. As cotações são preliminares.
Na agenda macroeconômica, os Índices de Gerentes de Compras (PMI) de serviços de junho foram revisados para cima em relação às leituras preliminares para a Alemanha, a zona do euro e o Reino Unido. Apesar dessa melhora, os índices de serviços permaneceram abaixo de 50 pontos, sinalizando contração da atividade nesses segmentos.
O setor de tecnologia apresentou desempenho destacado, com alta de 1,4% no pregão, acompanhando a forte recuperação das fabricantes asiáticas de semicondutores. A ASML avançou 3,2%, a ASM International subiu 3,6% e a Infineon ganhou 1,4%. Em Paris, a Pluxee registrou alta de pouco mais de 7% após divulgar receita trimestral acima do esperado, embora tenha alertado para os impactos da nova regulamentação do mercado de vale-refeição no Brasil.
Entre outros papéis, a L'Oréal cedeu 1,4% em Paris, enquanto em Frankfurt a Rheinmetall recuou 2% após o JPMorgan alertar para riscos adicionais às perspectivas da companhia de defesa.
Paralelamente, o dirigente do Banco Central Europeu (BCE) Emmanuel Moulin afirmou que a alta de juros de junho não representa o início de um novo ciclo de aperto monetário e reiterou que as próximas decisões seguirão dependentes dos dados. Moulin também destacou a queda recente do petróleo como fator positivo para a economia.
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