ISA Energia avalia oferta de ações preferenciais de R$ 650 milhões
A ISA Energia anunciou nesta sexta-feira que está avaliando a possibilidade de realizar uma oferta pública subsequente de distribuição primária de ações preferenciais, com potencial de captação de R$ 650 milhões. A transmissora de energia elétrica informou a análise por meio de fato relevante divulgado ao mercado.
A companhia contratou o BTG Pactual como assessor financeiro para auxiliar na avaliação do processo. Conforme destacado no comunicado, não há qualquer decisão formal sobre se a operação será efetivamente realizada, bem como sobre os termos e condições que envolveria.
Caso a oferta seja concretizada, será destinada exclusivamente a investidores profissionais, com esforços de colocação também no exterior. Como se trata de uma operação primária, o capital captado entraria diretamente no caixa da empresa, diferentemente de uma oferta secundária, na qual os recursos iriam para acionistas existentes.
Os acionistas da ISA Energia terão direito de preferência, mecanismo que permite aos detentores de ações a compra de novos papéis de forma a manter sua participação atual e evitar ou reduzir a diluição causada pela emissão de novas ações. A ISA Capital, que controla a companhia com participação de 35,81%, manifestou intenção de subscrever ações em montante correspondente a essa participação, no máximo, desde que as condições finais sejam satisfatórias.
O conselho de administração da ISA Energia convocou assembleia geral extraordinária para o dia 24 de julho com o objetivo de deliberar sobre o aumento do limite de capital autorizado e flexibilizar futuras emissões de ações. A assembleia também deverá apreciar a permissão para emissão de ações ordinárias e preferenciais independentemente da proporção atualmente existente entre as espécies e classes de ações, bem como autorizar a emissão de outros valores mobiliários no âmbito do capital autorizado.
No primeiro trimestre, a ISA Energia registrou lucro líquido de R$ 619,1 milhões, representando recuo de 14,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em razão de juros mais elevados e maior endividamento. A receita operacional líquida, por sua vez, avançou 4,1% na mesma base de comparação, impulsionada principalmente pelas receitas de infraestrutura, que somaram R$ 1,48 bilhão, refletindo o avanço de projetos como Serra Dourada e Itatiaia, além de reforços e melhorias na rede.
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