Acordo entre EUA e Irã impulsiona bolsas e derruba preço do petróleo
Os mercados financeiros mundiais reagiram positivamente nesta segunda-feira (15) após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar que um acordo foi alcançado com a República Islâmica do Irã para encerrar o conflito entre os dois países. O anúncio, divulgado por Trump no Truth Social, informava que o Estreito de Ormuz será aberto sem sistema de pedágio e que os EUA encerrarão imediatamente o bloqueio naval ao Irã.
A notícia do acordo chegou após uma troca de tiros entre Israel e o Hezbollah, apoiado por Teerã, no Líbano, que havia gerado incertezas sobre se o acordo seria concluído. Apesar dessa tensão geopolítica, o anúncio repercutiu positivamente nos mercados globais.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam em forte alta. O Dow Jones Futuro avançava 0,84%, enquanto o S&P 500 Futuro subia 1,19% e o Nasdaq Futuro ganhava 2,04%. Os investidores americanos permanecerão atentos aos dados econômicos sobre o setor imobiliário e vendas no varejo durante esta semana, além de acompanharem de perto a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed). De acordo com a ferramenta FedWatch da CME, há mais de 98% de probabilidade de a reunião do Fed terminar com as taxas inalteradas, segundo os contratos futuros de Fed Funds.
Os mercados europeus também reagiram positivamente ao acordo. Os investidores aproveitaram o anúncio para desfazer parte do prêmio de risco geopolítico que dominou os mercados desde fevereiro. O STOXX 600 subiu 0,81%, o DAX da Alemanha avançou 1,42%, o FTSE 100 do Reino Unido ganhou 0,30%, o CAC 40 da França subiu 1,12% e o FTSE MIB da Itália cresceu 0,84%.
Na Ásia-Pacífico, os mercados fecharam em alta. O Nikkei 225 do Japão subiu impressionantes 4,99%, atingindo uma máxima histórica intradia e fechando em 69.317,50 pontos. O Kospi da Coreia do Sul avançou 5,2% para 8.545,98 pontos. Shanghai SE na China cresceu 1,61%, o Hang Seng Index de Hong Kong ganhou 0,50%, o Nifty 50 da Índia subiu 1,18% e o ASX 200 da Austrália avançou 1,25%.
O setor de commodities foi significativamente impactado pelo anúncio. Os preços do petróleo caíram quase 5% no mercado futuro após o acordo ser divulgado, chegando a recuar para a mínima em três meses. Essa queda reflete a reabertura esperada do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passava aproximadamente 20% do fornecimento mundial de petróleo. Cerca de 20% do fornecimento global havia sido interrompido no início de março, quando os ataques iranianos causaram queda acentuada no tráfego de petroleiros. A interrupção no fluxo de Ormuz havia desencadeado o maior choque no fornecimento de petróleo da história.
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