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MOTV3 Motiva Infraestrutura de Mobilidade SA

R$ 15,15
▲ R$ 0,18 (1,20%)
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Gráfico de Preço
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Sobre a empresa

A Motiva é uma empresa brasileira do setor de infraestrutura, com atuação voltada para a exploração de rodovias por meio de concessões. Seu modelo de negócio baseia-se na operação e manutenção de trechos rodoviários concedidos pelo poder público, envolvendo a cobrança de pedágio como principal fonte de receita. A empresa atua, portanto, como concessionária, sendo responsável por garantir condições adequadas de trafegabilidade, segurança viária e conservação das vias sob sua gestão, atendendo principalmente ao usuário final que utiliza as rodovias em seu cotidiano, seja para transporte de cargas ou de passageiros. Por operar no segmento de concessões rodoviárias, a Motiva integra um setor relevante para a logística e o escoamento da produção no Brasil, país com grande dependência do modal rodoviário. Empresas desse tipo firmam contratos de longo prazo com órgãos governamentais, como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) ou agências reguladoras estaduais, o que confere previsibilidade às suas operações. A listagem na B3 sob o ticker MOTV3 reflete o movimento de abertura de capital observado no setor de infraestrutura brasileiro, que busca atrair investidores para financiar projetos de expansão e modernização das concessões sob sua responsabilidade.

Dados do Dia
Abertura
R$ 15,00
Máxima
R$ 15,17
Mínima
R$ 14,91
Volume
5.730.300
Máx 52 semanas
R$ 17,82
Mín 52 semanas
R$ 12,07
Market Cap
R$ 30,24B
Indicadores Fundamentalistas
P/L
00,00
P/VP
00,00
DY 12m
00,00
EPS
00,00
ROE
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Marg. Liq.
00,00
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Análise de Motiva Infraestrutura de Mobilidade SA (MOTV3)

Motiva (MOTV3) negocia com desconto a múltiplos históricos e ao valor patrimonial, mas a alavancagem de 2,69x, o FCF muito baixo e a queda de receita de 14,1% exigem acompanhamento próximo antes de qualquer decisão.

Leitura: Ativo interessante, mas exige cautela

Os scorers de Graham (78) e Buffett (74) reconhecem o desconto de preço e o ROE de 22,0%, enquanto Lynch (58) e Barsi (47) sinalizam fragilidade no crescimento financiado por dívida e DY de 3,0% muito abaixo do CDI de 14,4%. A tese depende da continuidade da desalavancagem e da recuperação de receita: ambas são hipóteses condicionais, não certezas. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor.

Qualidade dos fundamentos de MOTV3

As notas do perfil Longo Prazo (67) e Oportunidade (64) refletem múltiplos atrativos (P/L 8,4, P/VP 0,86, Earnings Yield 14,9%) compensados por alavancagem pesada (2,69). Graham (78) e Buffett (74) valorizam o ROE e o preço baixo; Lynch (58) penaliza o crescimento de 131% financiado por dívida, que é frágil; Barsi (47) desconta o setor não-perene e o DY moderado de 3,0% contra Selic de 14,5%. O F-Score 6/9 (Piotroski 67) aponta solidez operacional sem excelência. O score_risco 7 reflete alavancagem elevada, queda de receita recente e FCF muito baixo.

A receita recuou de R$ 21,8 bi em 2024 para R$ 18,6 bi (TTM), queda de 14,1% no período mais recente. Antes disso, 2021 a 2023 apresentaram crescimento consistente.

Dívida total de R$ 44,0 bi com relação dívida/PL de 2,69, nível alto que é ponto de atenção central. O EBITDA de R$ 8,6 bi oferece cobertura, mas a alavancagem consome margem de segurança.

Vantagem competitiva (Moderado): ROE de 22,0% e margem bruta de 47,4% indicam alguma vantagem competitiva, possivelmente ativos de infraestrutura com barreiras regulatórias. A queda de receita de 14,1% e a dívida elevada limitam a classificação para moderado.

Dividendos: DY de 3,0% com histórico de pagamento em todos os 7 anos disponíveis, porém o FCF de R$ 153 mi é muito baixo frente ao lucro de R$ 3,5 bi em 2025, sugerindo que os dividendos dependem da geração de caixa operacional mais do que do caixa livre.

Valuation de MOTV3

Sob múltiplos correntes, o ativo negocia próximo ao valor patrimonial (P/VP 0,86) e com P/L de 8,4, o que pelos critérios de Graham e Buffett sugere desconto frente ao valor intrínseco estimado de R$ 14 a R$ 22. O intervalo amplo reflete a incerteza sobre normalização de lucros.

Faixa de valor estimada (condicional às premissas): R$ 14,05 a R$ 22,50.

O lucro de 2025 (R$ 3,5 bi) representa salto de 167% sobre 2024 com receita caindo 14,1%; esse crescimento atípico torna qualquer projeção por múltiplos instável. A análise é exclusivamente educacional e não constitui recomendação.

Riscos de MOTV3

  • Alavancagem elevada (dívida/PL 2,69) em ambiente de Selic 14,5%, tornando o serviço da dívida pesado
  • Queda de receita de 14,1% entre 2024 e 2025, mesmo com lucro subindo fortemente, exige explicação sobre mix e volumes
  • FCF de R$ 153 mi muito abaixo do lucro líquido de R$ 3,5 bi, indicando conversão de lucro em caixa fraca e dependência de refinanciamento
  • DY de 3,0% muito abaixo do CDI de 14,4%, reduzindo o apelo para investidores de renda em cenário atual
  • Crescimento de lucro de 131,4% com categoria Lynch 'Crescimento Rápido' financiado por dívida pesada: sustentabilidade é hipótese, não certeza

Com Selic em 14,5% e dívida total de R$ 44,0 bi, o custo financeiro é relevante. Qualquer alta adicional de juros pressiona o serviço da dívida e reduz a atratividade relativa do DY de 3,0% frente ao CDI de 14,4%.

Infraestrutura tende a menor ciclicidade operacional, mas a queda de receita de 14,1% em 2024 para 2025 sugere alguma exposição a volumes ou tarifas sujeitas a ciclo econômico ou revisão regulatória.

Em recessão, queda de volume de infraestrutura e possível inadimplência de contrapartes podem comprimir margens. O Piotroski F-Score 6/9 e a liquidez corrente subindo mitigam parcialmente o risco de curto prazo.

Resultados e o que acompanhar em MOTV3

Receita oscilou: R$ 12,2 bi (2021), R$ 19,2 bi (2022), R$ 18,9 bi (2023), R$ 21,8 bi (2024) e R$ 18,9 bi (2025). Lucro líquido foi volátil: R$ 806 mi (2021), R$ 4,2 bi (2022), R$ 1,9 bi (2023), R$ 1,3 bi (2024), R$ 3,5 bi (2025), mostrando oscilação relevante sem tendência linear clara.

  • Evolução do FCF e conversão do EBITDA (R$ 8,6 bi) em caixa livre: o gap atual é ponto de atenção central
  • Trajetória da alavancagem (dívida/PL atualmente em 2,69) e custo médio da dívida frente à Selic
  • Recuperação ou continuidade da queda de receita (14,1% negativo recente)
  • Margem líquida (19,3%) e margem bruta (47,4%): manutenção sinaliza resiliência operacional

Cenário construtivo (hipótese): HIPÓTESE: se a queda de receita for pontual (efeito mix ou desinvestimento) e a alavancagem continuar caindo (F-Score aponta essa tendência), o ROE de 22% e o P/L de 8,4 podem se revelar pontos de entrada atrativos para horizontes longos.

Cenário de atenção (hipótese): HIPÓTESE: se a queda de receita refletir perda estrutural de volumes ou revisão tarifária desfavorável, o lucro de 2025 (R$ 3,5 bi) pode não se repetir, deteriorando múltiplos e capacidade de pagamento de dividendos.

Para qual perfil MOTV3 faz sentido

Perfis aderentes: Investidor de longo prazo (5 anos ou mais) tolerante a volatilidade de resultados e disposto a conviver com alavancagem alta enquanto monitora a desalavancagem, Investidor value que busca desconto a valor patrimonial (P/VP 0,86) e aceita risco regulatório/infraestrutura como parte da tese

Horizonte sugerido: Mínimo 3 a 5 anos, para que eventuais ciclos de resultado e o processo de desalavancagem possam se materializar.

Satélite: dada a alavancagem elevada, a volatilidade de lucros e o DY abaixo do CDI, o ativo não se adequa bem como posição core em carteiras conservadoras. Pode complementar posições de infraestrutura para perfis moderados a arrojados.

O Earnings Yield de 14,9% supera o CDI de 14,4%, o que pela lógica de Greenblatt sugere prêmio de risco marginal positivo. Contudo, o DY efetivo de 3,0% está muito abaixo do CDI de 14,4% e do IPCA de 4,72%, o que torna a renda fixa mais atrativa para quem busca renda recorrente no cenário atual.

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