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ENGI11 🏢 FII Energisa SA Units Cons of 1 Sh + 4 Pfd Shs

R$ 51,64
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Sobre a empresa

A Energisa é uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Brasil, com atuação em diversas regiões do país, incluindo estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. A empresa presta serviços de distribuição de energia elétrica para milhões de consumidores, atendendo clientes residenciais, comerciais, industriais e do agronegócio por meio de suas diversas subsidiárias distribuidoras. Seu modelo de negócio é baseado na concessão pública de distribuição de energia, sendo regulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Ao longo dos anos, o grupo expandiu sua presença por meio de aquisições e concessões, tornando-se um dos maiores grupos privados do setor elétrico brasileiro em número de unidades consumidoras atendidas. Além da distribuição de energia elétrica, a Energisa também atua em segmentos complementares, como serviços de infraestrutura elétrica, comercialização de energia e soluções voltadas para eficiência energética, buscando diversificar suas fontes de receita. O grupo é conhecido por investir continuamente na modernização e expansão de sua infraestrutura de redes, visando reduzir perdas técnicas e melhorar a qualidade do fornecimento. Na B3, a empresa é negociada sob o ticker ENGI11, na forma de units, o que reflete sua estrutura de capital com diferentes classes de ações. A Energisa ocupa uma posição de relevância no setor elétrico nacional, sendo considerada uma referência entre as distribuidoras privadas de energia elétrica no Brasil.

📊
Página Oficial
Relacionamento com Investidores
ri.energisa.com.br
Dados do Dia
Abertura
R$ 51,30
Máxima
R$ 51,99
Mínima
R$ 50,96
Volume
2.745.800
Máx 52 semanas
R$ 59,25
Mín 52 semanas
R$ 40,50
Indicadores Fundamentalistas
P/L
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P/VP
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DY 12m
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EPS
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ROE
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Marg. Liq.
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Análise de Energisa SA Units Cons of 1 Sh + 4 Pfd Shs (ENGI11)

Setor perene com histórico de dividendos, mas alavancagem elevada, FCF negativo, lucro em queda e custo de oportunidade desfavorável frente à Selic limitam a atratividade atual.

Leitura: Tese fraca no momento

A Energisa (ENGI11) reúne características defensivas de uma concessionária essencial, como consistência de receita e pagamento de dividendos nos últimos 7 anos, mas o conjunto de fundamentos atual fragiliza a tese: dívida/PL de 2,93, FCF negativo, queda de 48% no lucro e DY de 3,0% muito abaixo da Selic de 14,25%. Os scorers majoritariamente sinalizam 'Venda' nos perfis de longo prazo e oportunidade, com o perfil de dividendos em 'Neutro'. A decisão de alocação depende do perfil e do prazo do investidor, sendo fundamental acompanhar a reversão do FCF e a evolução da alavancagem nos próximos resultados.

Qualidade dos fundamentos de ENGI11

As notas consolidadas ficam em 39,2 para longo prazo e 31,8 para oportunidade, ambas com veredito 'Venda', refletindo a combinação de alavancagem elevada, FCF negativo, queda acentuada de lucro e custo de oportunidade alto frente à Selic de 14,25%. O scorer Barsi (62) e Fatores (61) sustentam alguma relevância pelos dividendos históricos e momentum de preço, mas Graham (46), Buffett (38), Lynch (12) e Greenblatt (33) sinalizam fragilidade de qualidade e preço. O F-Score de 4/9 pelo Piotroski indica fundamentos medianos, nem deterioração total nem saúde plena.

Receita cresceu de R$ 26,5 bilhões em 2022 para R$ 35,4 bilhões em 2025, avanço consistente de aproximadamente 34% no período. Crescimento de receita recente de 5,5% anual contrasta com queda de 48% no lucro, sinalizando compressão expressiva de margens.

Dívida/PL de 2,93 e dívida total de R$ 57,7 bilhões configuram alavancagem elevada para o setor. FCF negativo em R$ 1,36 bilhão reforça a dependência de refinanciamento e limita a geração de caixa livre disponível.

Vantagem competitiva (Regulatório/Concessão): A Energisa (ENGI11) opera em setor de concessão com barreiras regulatórias naturais e demanda essencial e inelástica, características que sustentam algum grau de proteção competitiva. Porém, o modelo regulado também limita repasses e comprime margens em cenários de inflação de custos.

Dividendos: DY de 3,0% com pagamentos nos últimos 7 anos demonstra consistência histórica, mas o FCF negativo indica que os dividendos podem estar sendo financiados por dívida ou caixa existente, o que é um ponto de atenção relevante para a sustentabilidade futura.

Valuation de ENGI11

Sob o critério de Graham, o Número de Graham de R$ 26,1 sugere que o preço atual de R$ 52,12 estaria acima do valor estimado pelo método conservador, representando potencial sobrevalorização de aproximadamente 100% por esse critério. O método de múltiplos isoladamente não é suficiente para estabelecer valor intrínseco preciso sem projeções de fluxo.

Faixa de valor estimada (condicional às premissas): R$ 26,10 a R$ 52,10.

Este intervalo é meramente ilustrativo com base nos múltiplos do dossiê e NÃO constitui valor intrínseco calculado por DCF. A decisão depende do perfil e do prazo do investidor. FCF negativo inviabiliza DCF confiável com os dados disponíveis.

Riscos de ENGI11

  • Dívida/PL de 2,93 combinada com FCF negativo cria pressão estrutural sobre o balanço
  • Queda de 48% no lucro líquido entre 2024 e 2025 (de R$ 4,6 bi para R$ 3,1 bi) exige monitoramento da causa
  • DY de 3,0% muito abaixo da Selic de 14,25%, eliminando o argumento de carrego atraente
  • Earnings Yield de 3,3% inferior à renda fixa sem risco, o que pressiona a relação risco/retorno
  • Margem líquida de 7,5% é estreita para um setor com alta intensidade de capital e dívida pesada

Alta: com Selic a 14,25% e Earnings Yield de apenas 3,3%, o prêmio de risco é negativo frente à renda fixa, tornando o ativo vulnerável a um ambiente de juros elevados. Dívida de R$ 57,7 bilhões amplifica o custo financeiro em ciclos de aperto monetário.

Baixa ciclicidade operacional, dado que distribuição de energia é serviço essencial e com demanda relativamente estável. Porém, o resultado financeiro é ciclicamente sensível ao custo da dívida e ao câmbio, se houver componente indexado.

Em recessão, a demanda por energia tende a cair marginalmente, mas tarifas reguladas oferecem alguma proteção de receita. O risco maior em recessão é o refinanciamento da dívida elevada em ambiente de crédito restrito.

Resultados e o que acompanhar em ENGI11

Receita cresceu consistentemente de 2021 a 2025, saindo de R$ 26,5 bi para R$ 35,4 bi. Lucro líquido, porém, oscilou: R$ 2,8 bi (2021), R$ 2,4 bi (2022), R$ 2,6 bi (2023), R$ 4,6 bi (2024) e R$ 3,1 bi (2025), com o pico de 2024 seguido de forte recuo em 2025.

  • Evolução do FCF: reversão do fluxo de caixa livre negativo é condição essencial para melhora da tese
  • Relação Dívida/EBITDA: com EBITDA de R$ 8,8 bi e dívida de R$ 57,7 bi, o índice implícito é elevado e merece acompanhamento trimestral
  • Margem líquida: recuperação acima de 10% indicaria melhora estrutural de rentabilidade

Cenário construtivo (hipótese): HIPÓTESE: se a queda de lucro de 2025 for pontual (efeito regulatório ou custo financeiro não recorrente) e o FCF retornar ao positivo em 2026, a tese de dividendos crescentes e desalavancagem poderia ganhar consistência ao longo dos anos seguintes.

Cenário de atenção (hipótese): HIPÓTESE: se a compressão de margem líquida (7,5%) continuar ou se aprofundar em contexto de juros altos, a capacidade de pagamento de dividendos e de refinanciamento da dívida pode se deteriorar, pressionando o preço e aumentando o risco do papel.

Para qual perfil ENGI11 faz sentido

Perfis aderentes: Investidor de renda com tolerância a risco moderado-alto, ciente do DY atual abaixo da Selic e da estrutura de capital alavancada, Investidor de longo prazo focado em setores perenes que aceita volatilidade de resultado e aguarda melhora do ciclo regulatório e de juros

Horizonte sugerido: Longo prazo (acima de 5 anos), dado que a categoria Lynch é 'Crescimento Lento' e a desalavancagem exige tempo. Horizontes curtos ampliam o risco de carrego negativo frente à renda fixa.

Satélite, com peso limitado. Não se enquadra como posição core enquanto o custo de oportunidade frente à Selic for tão desfavorável e o FCF permanecer negativo.

Com Selic a 14,25% e CDI a 14,15%, o DY de 3,0% oferece retorno de dividendos significativamente inferior à renda fixa sem risco de crédito. O argumento de alocação em ENGI11 precisaria residir em potencial de valorização de preço ou em expectativa de queda de juros, ambos como hipóteses condicionais, não certezas.

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