Zelenski rejeita críticas de Trump e intensifica ataques a infraestrutura russa
O presidente ucraniano Volodmir Zelenski respondeu neste domingo, 11, às críticas do presidente dos EUA Donald Trump, reafirmando que somente a Rússia é responsável pela guerra no País. A reação ocorreu após Trump questionar a liderança de Zelenski e culpá-lo pelos altos preços do diesel nos Estados Unidos, sugerindo que a Ucrânia deveria encontrar um novo presidente.
Zelenski propôs uma troca de cessar-fogo: a Ucrânia suspenderia os ataques às refinarias de petróleo russas caso Moscou parasse de atacar a rede elétrica ucraniana. Em mensagem publicada na rede X, o presidente ucraniano afirmou que "é possível interromper os ataques à infraestrutura energética já hoje, mas Putin não quer fazê-lo". Zelenski ressaltou ainda que qualquer arrefecimento dos conflitos deve ser recíproco e respaldado por garantias reais.
O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, saiu em defesa do presidente. Em comunicado publicado na rede X no final da noite de sábado, Sybiha afirmou que Zelenski lidera o País em uma guerra por sua independência e conta com o apoio do povo ucraniano. "Eles têm o direito de decidir. Declarações vindas do exterior apenas confirmam que ele está fazendo bem o seu trabalho", escreveu o ministro.
Trump havia afirmado no sábado que era hora de a Ucrânia ter um novo presidente, sugerindo que Zelenski não fez o suficiente para encerrar a guerra. "Sugiro que eles encontrem um novo líder que consiga fechar acordos, porque ele poderia ter fechado muitos acordos e, por algum motivo, nunca faz isso", disse o presidente americano.
A tensão diplomática ocorre em momento em que Kiev intensifica sua campanha contra infraestruturas russas. No domingo, a Ucrânia executou um ataque com drones que paralisou um centro de dados operado pela gigante russa de tecnologia Yandex. Tratou-se do terceiro ataque às instalações da empresa em quatro dias.
Trump, que na sexta-feira fechou um acordo com Vladimir Putin para comprar diesel da Rússia com o objetivo de lidar com os altos preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato nos EUA, vem pressionando Zelenski há semanas para que suspenda os ataques à infraestrutura energética russa. O presidente americano tentou atribuir a culpa pelos preços recordes do diesel nos EUA à Ucrânia, em vez da guerra liderada pelos EUA no Irã, que elevou os preços mundiais da energia. Autoridades ucranianas e europeias reagiram ao acordo sobre o diesel com consternação, afirmando que ele ajudará a financiar o esforço de guerra russo.
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