Yduqs registra queda de 54,2% no lucro do 2º trimestre, abaixo das expectativas
A Yduqs (YDUQ3) encerrou o segundo trimestre com lucro líquido ajustado de R$ 14 milhões, representando uma queda de 54,2% em relação ao mesmo período de 2025. Sem os ajustes contábeis, a empresa registrou prejuízo de R$ 15 milhão no período. O desempenho ficou significativamente abaixo das expectativas do mercado, que esperava, em média, um lucro líquido de R$ 29 milhões, conforme dados da LSEG.
O Ebitda ajustado (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia somou R$ 400,2 milhões no segundo trimestre de 2026, registrando alta de 1,6% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada apresentou leve melhora, passando de 28,6% para 28,7%. Contudo, esse resultado também ficou abaixo da estimativa de analistas, que projetavam um Ebitda de R$ 408 milhões.
A receita líquida da Yduqs atingiu R$ 1,392 bilhão, avanço de 1% frente aos R$ 1,378 bilhão registrados no mesmo trimestre do ano anterior. Quando ajustada, excluindo o efeito da queda na receita DIS, a receita somou R$ 1,415 bilhão, representando aumento de 2,6% na mesma base comparativa. O desempenho foi sustentado principalmente pelo Idomed e pelo Ibmec, cujas receitas cresceram 7,4% e 12,5%, respectivamente. Em contrapartida, Estácio & Wyden teve queda de 2,2%, embora o ensino semipresencial tenha avançado 38,2%, compensado por recuos de 1,2% no presencial e 15,2% no digital.
No que se refere à estrutura de capital, a dívida líquida da companhia, excluindo o efeito do IFRS 16, ficou em R$ 2,908 bilhões no período, queda de 1,9% ante os R$ 2,964 bilhões registrados um ano antes. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida ex-IFRS 16 e Ebitda ajustado dos últimos 12 meses, apresentou melhora, caindo de 1,66x no segundo trimestre de 2025 para 1,55x no segundo trimestre de 2026.
A base consolidada de alunos da Yduqs ficou em 1,419 milhão no segundo trimestre de 2026, registrando queda de 0,9% em relação aos 1,432 milhões de alunos no mesmo período do ano anterior. Essa redução, porém, mascara mudanças importantes na composição da base estudantil. No ensino presencial, considerando Estácio & Wyden, Idomed e Ibmec, a base total avançou 19,1%, passando de 319,1 mil para 380 mil alunos. Na graduação presencial tradicional, houve recuo de 3,6%, de 211,8 mil para 204 mil alunos, enquanto o formato semipresencial saltou 66,6%, de 99,2 mil para 165,3 mil estudantes.
Já no ensino à distância, a base de alunos caiu 6,9%, de 1,092 milhão para 1,016 milhão de alunos. A graduação foi a principal responsável pelo recuo, com queda de 18,3%, reduzindo de 542,1 mil para 443 mil alunos. A companhia atribui essa redução às restrições do novo marco regulatório, que impede a captação de novos alunos em educação a distância em cursos de Engenharia, Saúde e Licenciaturas, além da migração de estudantes para o formato semipresencial.
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