WEG dispara 10% após balanço do 2T26 com margens resilientes e crescimento externo
A WEG (WEGE3) registrou forte valorização nas negociações após a apresentação dos resultados do segundo trimestre de 2026, com a ação saltando 10,05% e atingindo a cotação de R$ 46,74. O desempenho positivo ocorreu apesar de o balanço mostrar quedas na comparação anual, refletindo uma mudança na percepção do mercado sobre a companhia.
O resultado do trimestre superou as projeções de analistas em pontos-chave. A WEG registrou lucro líquido de R$ 1,56 bilhão entre abril e junho, representando queda de 2,1% na comparação anual, mas superando em 4% o consenso de mercado e ficando 6% acima das estimativas do Bradesco BBI. A receita líquida recuou apenas 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, melhor desempenho que o observado no primeiro trimestre e acima das previsões dos analistas. No comparativo trimestral, o lucro líquido avançou 7,0% ante o primeiro trimestre, enquanto a receita operacional líquida totalizou R$ 10,14 bilhões, com crescimento de 7,1% sequencialmente.
O destaque principal do balanço foi a margem Ebitda da companhia, que atingiu 21,8%, recuo de apenas 0,3 ponto percentual em um ano. O número ficou acima das estimativas do Bradesco BBI e do consenso de mercado, sinalizando resiliência operacional em um ambiente desafiador. O Ebitda absoluto somou R$ 2,21 bilhões, superando em 11% as projeções do Goldman Sachs e em 4% o consenso compilado pela Bloomberg, com crescimento sequencial de 5,2% em relação ao primeiro trimestre. Para os analistas do Bradesco BBI, o retorno a níveis normalizados de margem alivia a maior parte das preocupações dos investidores sobre a rentabilidade da empresa.
Além da margem, o retorno sobre o capital investido (ROIC) reforçou a confiança do mercado. A WEG encerrou o trimestre com ROIC de 33,6%, alta de 0,7 ponto percentual comparado ao segundo trimestre de 2025 e de 0,5 ponto percentual frente ao primeiro trimestre de 2026. Este indicador demonstra a capacidade da companhia de gerar retorno elevado mesmo em um ciclo de crescimento mais pressionado.
O desempenho internacional foi fundamental para suportar os resultados. A receita fora do Brasil somou R$ 6,17 bilhões, com crescimento de 2,3% em reais. Em dólares, o avanço foi mais expressivo: 14,7% na comparação anual e 8,8% frente ao trimestre anterior. A América do Norte foi um destaque especial, registrando crescimento de 20,0% em dólares, impulsionado por demanda em segmentos como óleo e gás, sistemas de ventilação e refrigeração para data centers, além de entregas em transmissão e distribuição de energia.
No mercado doméstico, a performance foi menos vigorosa. A receita no Brasil caiu 4,9% em relação ao segundo trimestre de 2025, pressionada principalmente pela ausência de novos projetos de geração solar centralizada em 2026. Apesar disso, a companhia destacou melhora da atividade industrial e continuidade das entregas em transmissão e distribuição.
A leitura positiva do mercado sobre o balanço refletiu menos nas quedas anuais de lucro e receita e mais na qualidade dos números apresentados. A combinação entre crescimento no mercado externo, margens ainda saudáveis e resiliência operacional, junto ao retorno sobre capital investido em patamar elevado, foram os principais fatores que motivaram a forte reação de alta das ações da companhia.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.