Wall Street fecha em alta com otimismo de acordo EUA-Irã; SpaceX estreia no Nasdaq
Os índices de Wall Street registraram novos ganhos nesta sexta-feira, impulsionados pela expectativa de que um acordo entre Estados Unidos e Irã seja formalizado nos próximos dias, enquanto a oferta pública inicial de ações da SpaceX movimentou o Nasdaq.
O Dow Jones avançou 0,70%, encerrando aos 51.202,26 pontos. O S&P 500 subiu 0,50%, fechando em 7.431,46 pontos. O Nasdaq registrou ganho de 0,31%, terminando a sessão aos 25.888,844 pontos.
O otimismo em relação ao possível acordo entre Washington e Teerã foi alimentado por declarações do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, que afirmou estar um memorando de entendimento de Islamabad para encerrar as hostilidades no Oriente Médio nunca esteve tão próximo. "Enquanto aguarda sua finalização, a mídia deve abster-se de entrar em especulações sobre seu conteúdo", afirmou no X. Araghchi ressaltou que pela abordagem "responsável e transparente" do Irã, todos os detalhes serão compartilhados com o público no momento apropriado. O presidente dos Estados Unidos, após descontentamento com informações veiculadas por portais de notícias internacionais sobre os termos do acordo, repostou a publicação de Araghchi.
Segundo autoridade norte-americana de alto escalão, os Estados Unidos e o Irã ainda não chegaram a um acordo definitivo, mas estão muito perto de uma solução para o conflito. A mesma fonte acrescentou que Washington espera assinar um acordo inicial nos próximos dias. "A equipe de negociação nos colocou em uma posição muito boa, mas vejamos, ainda não alcançamos a linha de chegada, mas estamos muito perto", afirmou a autoridade a jornalistas sob condição de anonimato.
O alívio geopolítico refletiu no mercado de petróleo. O contrato mais líquido do Brent para agosto recuou 3,37%, fechando a US$ 87,33 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Na semana, o barril acumulou queda de 6,19%.
A SpaceX, fabricante de foguetes de Elon Musk, estreou no Nasdaq cotada a US$ 150. Na máxima, a ação atingiu US$ 176,52, mas moderou a alta e fechou com avanço de 19,34%, a US$ 161,11. Segundo o site CompaniesMarketCap.com, a empresa já superou os US$ 2,1 trilhões em valor de mercado.
No mercado de câmbio brasileiro, o otimismo com a possibilidade de acordo entre EUA e Irã pressionou o dólar à vista para baixo. A moeda completou o terceiro dia de quedas consecutivas, terminando a sessão de sexta-feira a R$ 5,0615, com recuo de 0,79%. Na semana, o dólar acumulou queda de 1,86% ante o real no mercado à vista.
O DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como euro e libra, operava com leve baixa de 0,08%, aos 99,777 pontos por volta das 17h (horário de Brasília).
Segundo Bruno Shahini, analista de investimentos da Nomad, a percepção de que um entendimento entre Washington e Teerã está mais próximo pressionou o petróleo e reduziu parte dos prêmios de risco geopolítico incorporados aos mercados nas últimas semanas, apesar dos ruídos ao longo da manhã e das divergências sobre os termos finais do acordo.
O mercado também manteve a chance de alta nos juros pelo Federal Reserve (Fed) para dezembro com o alívio nas tensões. A ferramenta FedWatch, do CME Group, mostrava 8,7% de chance de o Fed elevar os juros na última decisão do ano. Para a próxima reunião, em 17 de junho, há 98,6% de probabilidade de o Fed manter os juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
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