VRTA11 mantém distribuição de R$ 0,85 por cota e reforça carteira em CRIs
O fundo imobiliário VRTA11 reafirmou sua estratégia de investimento em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) ao encerrar abril com resultado de R$ 17,45 milhões, mantendo a distribuição de R$ 0,85 por cota aos cotistas. A manutenção do patamar de distribuição reafirma o histórico recente do fundo e a previsibilidade da estratégia adotada pela gestão.
As principais movimentações do mês refletiram o direcionamento de capital para crédito imobiliário de alta rentabilidade, com foco em CRIs protegidos pela inflação. O VRTA11 realizou duas grandes aquisições: R$ 24 milhões do CRI THCM 2 e R$ 3,5 milhões do CRI Guestier, ambos remunerados a IPCA mais 12% ao ano. Complementando a estratégia, o fundo aportou R$ 2,8 milhões adicionais no CRI Summus, que oferece IPCA mais 11,5% ao ano. Essas operações buscam proteger o poder de compra dos investidores enquanto perseguem retornos reais elevados.
Além das novas aquisições, a gestão também ajustou a composição da carteira através de operações estruturais. O VRTA11 realizou a migração da segunda para a terceira série do CRI Residence Entreserras, que passou a remunerar CDI mais 4,5% ao ano. Simultaneamente, o fundo registrou o encerramento do CRI Solfarma, movimento que buscou otimizar a relação entre risco e duration da carteira.
A gestão de liquidez também ganhou espaço nas estratégias de abril. O fundo estruturou operações compromissadas reversas totalizando R$ 33,5 milhões, a uma taxa média de CDI mais 0,74% ao ano. Essa abordagem permite eficiência no gerenciamento do caixa sem comprometer a flexibilidade necessária para aproveitar oportunidades táticas nos mercados primário e secundário.
Ao final de abril, o VRTA11 reportou caixa de R$ 40,6 milhões, equivalente a aproximadamente 3% do patrimônio líquido. Esse montante está destinado ao pagamento de proventos e à análise de novas aquisições. A reserva acumulada atingiu R$ 0,76 por cota, nível que reforça a previsibilidade das distribuições diante de possíveis oscilações do crédito.
As perspectivas futuras mantêm tom construtivo. Duas operações encontram-se em fase final de diligência, com volume aproximado de R$ 60 milhões. A administração projeta manter as distribuições entre R$ 0,80 e R$ 0,90 por cota no primeiro semestre de 2026, com referência atual mantida em R$ 0,85. O saldo de compromissadas reversas permanece em R$ 84,7 milhões, com vencimentos previstos entre junho e julho de 2026 e remuneração média de CDI mais 0,70% ao ano.
Os fundos VRTM11 e VRTA11 confirmaram novas distribuições para a segunda quinzena de junho. Têm direito aos proventos os cotistas posicionados até 29 de maio, enquanto as cotas seguem ex-dividendos.
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