United Airlines lança poltrona com assento do meio vazio e revela estratégia maior sobre valor ao cliente
A United Airlines anunciou na terça-feira uma nova forma de incentivar clientes a pagarem mais pelas passagens aéreas: eliminar o vizinho do assento do meio. A companhia aérea informou que uma das fileiras em seus Airbus A321XLR contará com um assento do meio vazio e uma mesa de apoio a ser compartilhada pelos passageiros dos assentos de corredor e janela. As poltronas, localizadas na seção de espaço extra para as pernas, entrarão à venda ainda este ano, portanto ainda não está claro quanto a mais a United cobrará por essa opção. O plano de assentos é mais comum em companhias aéreas europeias, onde é comercializado como classe executiva para voos de curta distância.
A United afirmou que poderá posteriormente adicionar essas poltronas em outras aeronaves além desses novos aviões de fuselagem estreita e longo alcance. A companhia também sinalizou potencial expansão dessa opção para além da frota atual em que será inicialmente ofertada.
Essa nova estratégia de venda adicional faz parte de um movimento muito mais amplo entre as companhias aéreas para convencer clientes a pagarem mais pelas viagens. Na semana anterior, a Delta Air Lines se uniu à United no lançamento de tarifas de classe executiva básica e economia premium que não incluem os benefícios que costumavam vir inclusos na passagem. Por exemplo, a Delta não incluirá mais acesso ao seu lounge de primeira classe Delta One nem seleção de assento em suas passagens de classe executiva de longo curso mais baratas.
A United também anunciou em março que planeja lançar um conjunto de três assentos de economia que podem ser convertidos em cama, que a companhia está chamando de "Relax Row", em alguns de seus aviões de fuselagem larga.
As companhias aéreas gastaram anos adicionando mais assentos de classe premium para criar cabines de classe executiva maiores, onde os gastos têm se mostrado mais resilientes. Os gargalos criados por assentos cada vez mais elaborados chegaram inclusive a atrasar entregas de novos aviões.
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