TSE questiona Meta sobre alegações de favorecimento a Flávio Bolsonaro
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Marco Aurélio Bellizze determinou neste sábado que a Meta, detentora das redes sociais Instagram e Facebook, preste uma série de esclarecimentos sobre as dificuldades relatadas pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A coligação petista moveu ação no TSE acusando a empresa de adotar seletividade algorítmica e restrição de alcance às suas postagens.
O pleito da campanha de Lula levantou ainda acusações de omissão na remoção de contas que utilizam inteligência artificial para atacar o presidente e de manutenção de conteúdos sintéticos vedados pelo Tribunal. Com caráter de urgência, a equipe solicitou a restauração do padrão de distribuição de conteúdos, a suspensão das restrições de entrega e a remoção de contas automatizadas e inautênticas.
O ministro estabeleceu um prazo de 48 horas para que a Meta responda a seis questionamentos específicos. A empresa deve informar sobre a preservação integral dos registros e mecanismos de moderação de conteúdo, anúncios e métricas; detalhar as ações de moderação aplicadas desde 16 de agosto, data de início da campanha eleitoral; explicar supostas anomalias no cálculo de visualizações de postagens; justificar a desabilitação da conta de anúncios da campanha de Lula em 23 de setembro; esclarecer se identificou redes de perfis automatizados fazendo campanha para Flávio Bolsonaro e atacando Lula; e descrever a relação de canais e perfis dos presidenciáveis excluídos do sistema por violação das regras eleitorais.
Em resposta, a Meta afirmou em nota que as alegações da campanha petista são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos. A empresa argumentou que muitos dos problemas técnicos mencionados não afetaram exclusivamente o Brasil ou contas específicas nas plataformas e reafirmou estar em cumprimento com as normas eleitorais e comprometida com a isonomia de uso de suas plataformas por todos os usuários.
A campanha de Lula anunciou neste sábado que acionaria o TSE e a Agência Nacional de Proteção de Dados contra a Meta. A equipe do presidente afirmou ter ficado impossibilitada de utilizar recursos durante o período, questionando a empresa, que atribuiu o episódio a um problema técnico.
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