TSE não encontra fake news apontadas por Flávio no canal 'Exército do Lula'
A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que não localizou as mensagens apontadas como notícias falsas pela campanha de Flávio Bolsonaro no canal de WhatsApp "Exército do Lula". A análise técnica cobriu publicações divulgadas entre 2 e 11 de outubro, conforme relatório apresentado nesta segunda-feira.
Segundo a campanha de Flávio, o canal disseminava fake news com afirmações específicas, como alegações de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada, ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família. No entanto, a área técnica do tribunal declarou no relatório: "No período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações".
O documento técnico, assinado pelo chefe do setor Frederico Alvim e solicitado pelo ministro Nunes Marques nesta segunda-feira, ressalva que publicações de setembro foram deletadas, prejudicando a análise completa das informações divulgadas. O relatório menciona ainda que foi localizada uma publicação de 8 de outubro, às 1h10, na qual o canal afirma que não divulgará "uma única fake news até o final da campanha".
Apesar de não encontrar desinformação comprovada, a assessoria técnica do TSE alertou para riscos que o grupo representa ao processo eleitoral. O documento aponta a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno como uma das preocupações. Além disso, os técnicos identificaram "o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito".
O canal "Exército do Lula" possui mais de 3 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones. Nesta segunda-feira, o ministro Nunes Marques havia atendido a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e derrubou o canal, mas horas depois o ministro Ricardo Villas Boas Cueva reverteu a decisão. Há expectativa de que o caso seja julgado em plenário pelo tribunal, mas não há previsão de quando isso ocorrerá. A avaliação sobre irregularidades permanece sob responsabilidade da Justiça Eleitoral.
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