Tarcísio minimiza impacto de vídeo antivacina de Eduardo Bolsonaro na campanha contra sarampo
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas, negou em entrevista na CNN que o vídeo antivacina publicado pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro tenha prejudicado a campanha de vacinação contra sarampo no Estado.
Ao comentar sobre o assunto, Tarcísio argumentou que a população possui conhecimento suficiente acerca da importância da vacinação. "Sinceramente, as pessoas estão muito esclarecidas acerca da vacina", declarou, complementando: "As pessoas estão muito conscientes de que elas têm que se vacinar. Então isso acaba rodando em vazio e não vai fazer efeito".
O vídeo mencionado pelo governador foi publicado nas redes sociais no sábado (8). Nele, Eduardo Bolsonaro relata ter comparecido a uma agência de correio nos Estados Unidos, país onde reside desde fevereiro de 2025, para assinar uma declaração que isenta sua filha da obrigatoriedade de receber vacinas.
O contexto da fala de Tarcísio insere-se em um momento de preocupação com sarampo em São Paulo. Na sexta-feira (7), a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que o Estado atingiu a marca de 23 casos da doença. Diante do surto, a Prefeitura da capital paulista intensificou sua campanha de vacinação.
Em outro trecho da entrevista, o governador também reconheceu uma mudança de posicionamento sobre câmeras corporais para policiais militares. Tarcísio afirmou que anteriormente mantinha uma visão crítica sobre os dispositivos, porém alterou seu entendimento. "Eu mudei de ideia na questão das câmeras corporais. Eu tinha uma visão mais crítica, em função da experiência que eu tive até nas Forças Amadas. E eu queria transpor aquela experiência para o dia a dia do policial nas ruas e não tem nada a ver uma coisa na outra. Os próprios policiais me mostraram que eu estava errado. E aí eu voltei atrás", explicou. Segundo o governador, o uso das câmeras corporais protege tanto a sociedade quanto as forças de segurança.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.