Supergirl decepciona críticos com nota de 59% no Rotten Tomatoes do DCU
Supergirl, segundo filme do Universo Cinematográfico DC de James Gunn, estreia com avaliação crítica que decepciona em comparação com seus antecessores. O filme, dirigido por Craig Gillespie e estrelado por Milly Alcock no papel de Kara Zor-El, recebeu uma nota de 59% no Rotten Tomatoes, classificada como "podre" pela plataforma, baseada em 90 resenhas. A pontuação brevemente atingiu 61% de "fresco" antes de retornar à classificação negativa.
Apesar do casting elogiado de Milly Alcock no papel principal, as críticas ao filme são uniformes em suas reclamações. Owen Glieberman da Variety publicou uma resenha com o título "Super-Horrível", enquanto David Rooney do The Hollywood Reporter apontou uma falha notável em encontrar profundidade emocional na relação entre Kara e sua aliada Ruthye Marye Knoll (interpretada por Eve Ridley), dado que Craig Gillespie tem histórico com filmes sobre mulheres questionadoras e que quebram regras, como em "Eu, Tonya" e "Cruella". Rocco T. Thompson da Slant Magazine descreveu o filme como "incomodamente familiar" em um gênero que continua olhando para o passado em busca de inspiração.
Pete Hammond do Deadline criticou como efeitos especiais e um tom relentlessly dark acabam prejudicando o funcionamento do grupo, apesar dos melhores esforços de Alcock, que interpreta Zor-El como "um tanto excêntrica, imprudente, teimosa e nem sempre bem arrumada". Já Clarisse Loughrey do Independent (Reino Unido) apontou que o mandato aparenta ser manter as coisas "tão distintamente Gunn-esque quanto possível", sugerindo que a prima mais melancólica e cínica de Superman foi prejudicada por essa abordagem.
Os críticos reconhecem alguns aspectos positivos do filme, descrevendo-o como tendo influências "Mad Max" em seu lado favorável, com ritmo implacável, além de menção a sua disposição em correr "grandes riscos". Contudo, o filme é frequentemente comparado a uma "imitação" de James Gunn de qualidade inferior, um filme e roteiro em seu estilo, mas sem funcionar tão bem quanto seus próprios trabalhos.
A pontuação de 59% coloca Supergirl significativamente abaixo de Superman (DCU) com 83%, e na comparação com filmes do antigo universo DC, fica apenas acima de "Homem de Aço" (56%) e igualado a "Mulher-Maravilha 1984" (59%). O filme também fica abaixo de sucessos críticos anteriores como "Mulher-Maravilha" (93%), "The Suicide Squad" dirigido por Gunn (90%), e "Shazam" (90%), enquanto supera apenas alguns filmes menos bem recebidos como "Liga da Justiça" versão original (40%), "Adão Negro" (39%) e "Aquaman e o Reino Perdido" (33%).
O filme é classificado como PG-13 e também conta com David Corenswet retornando no papel de Clark Kent/Superman, além de David Krumholtz e Emily Beecham como os pais de Kara, Zor-El e Alura. Jason Momoa interpreta o mercenário alienígena Lobo, e Matthias Schoenaerts faz papel do vilão Krem das Terras Amarelas, sendo criticado como um antagonista fraco para uma produção desta ambição. A trama envolve Kara em uma jornada de vingança intergaláctica após uma tragédia causada por Krem.
Ao analisar o contexto maior, a performance de Supergirl levanta questões sobre a estratégia de James Gunn para o universo. O diretor planeja lançar três filmes seguidos centrados no universo Kryptoniano: Supergirl, seguido de "Superman: Homem do Amanhã" (a sequência do Superman) três anos consecutivos, além de um filme sobre Clayface chegando neste outono. Paralelamente, existe o desafio de que fãs estão entusiasmados com "The Batman Part II", a sequência da trilogia de Matt Reeves, enquanto o DCU de Gunn pretende lançar "The Brave and the Bold", sua própria versão do Batman, que pode criar conflito desconfortável com aquele fandom estabelecido.
O fracasso relativo do filme também levanta questões sobre a co-roteirista Ana Nogueira, cuja versão do roteiro de Supergirl impressionou tanto James Gunn que agora ela está escrevendo "Mulher-Maravilha" para o universo. O rastreamento de fim de semana de Supergirl continua deslizando para baixo, e a caixa de bilheteria do filme ainda não foi divulgada. Ainda é cedo para determinar o destino completo do DCU, considerando que estamos apenas em dois filmes do universo. Contudo, fica cada vez mais claro que, enquanto James Gunn é hábil em escrever e dirigir filmes de super-heróis individuais, guiar um universo inteiro e gerenciar outros cineastas precisando criar seus próprios filmes dentro dessa estrutura é um nível de complexidade muito acima disso. Um filme Supergirl mediano não era o passo em falso que a DC precisava neste momento.
Conteúdo reescrito pelo Pense Mercado com base nas fontes acima. Não constitui recomendação de investimento.